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Correntes

em busca do pensamento livre

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PISA e Repetições

03.12.19

 

Temos aí o PISA 2018. E, numa primeira análise, repitamos: uma população mais escolarizada e menos pobre vai reduzindo, naturalmente, o insucesso e abandono escolares e melhorando os resultados em testes internacionais como o PISA.  Quando a sociedade estagna, as oscilações são, em regra, pequenas. É também o caso português. A partir da última década do século XX fomos diminuindo a pobreza e aumentando a escolaridade. Os resultados no PISA, por exemplo, melhoraram gradualmente neste século e têm tendência a estabilizar uma vez que a pobreza teima em não descer dos 2 milhões de pessoas. Se a sociedade contribui com 60% para o sucesso escolar, as escolas com 30% e os professores com 10%, tudo isto numa análise macro, obviamente, o tempo de uma legislatura tem reduzida influência nos dados de um país. Nesse período temporal, o que é possível é mudar uma escola ou num período ainda menor um professor pode alterar o percurso de um aluno ou de um pequeno grupo. E olhando para a nossa realidade, os resultados podem estagnar, ou descer, na média da OCDE, se a sociedade não elevar as pessoas e se as escolas, e a sua organização, mantiverem os níveis descendentes da última década associados à perspectiva caótica na renovação dos professores.

Duas notas: os nossos jovens estão felizes com a vida (a infância e a adolescência são, em regra, assim) mas ansiosos com a competição escolar; os alunos fazem uma apreciação muito boa dos professores, apesar de cerca de metade assumir que não os ouve.