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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Pelo Parlamento na discussão do Projecto Maia

22.06.24, Paulo Prudêncio

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A delegação de peticionários: Ricardo Silva, Dália Aparício, João Aparício e Paulo Prudêncio. O Paulo Guinote e a Eulália Paulo não puderam acompanhar.
 
Estive (21 de Junho de 2024) pelo Parlamento na discussão do Projecto Maia. Acima de tudo, importa concluir que os partidos do "pacto de regime para a Educação" - que vigora desde os primórdios deste milénio para as questões essenciais e que é responsável pela queda da escola pública e pela estagnação dos notáveis progressos na Educação preparada nos 30 primeiros anos da democracia -, nada aprenderam, nem sequer com a falta estrutural de professores. A questão nuclear centra-se na desconfiança nos professores assente num inferno burocrático, e que dá asas ao clima escolar vigente.
 
Como várias vezes escrevi, trata-se de uma espécie de inversão do ónus da prova. Resumidamente, desde que há escolas que os professores sabem que prestam duas contas a qualquer momento: como gerem o programa da disciplina que leccionam e como avaliam os alunos. A espécie de inversão do ónus da prova foi o sinal máximo da desconfiança e do inferno da burocracia e a súmula da proletarização.
 
Se um professor necessita de 7.500 descritores para avaliar um aluno, ou de registar duas centenas de feedbacks por aula, é um problema seu. Se necessita de formação contínua para o realizar, volta a ser um problema seu. O que não é admissível, é que o queira generalizar e impor nas organizações, ainda por cima sem qualquer software moderno de tratamento da informação, e que o poder central estimule e verifique a aplicação.
 
No Parlamento, a petição MAIA discutida era clara. Veja o canal da Assembleia da República. O PS (as duas deputadas foram uma lástima), PSD e PCP fizeram figuras tristíssimas e o PAN, Livre, IL, BE e Chega não.
 
Estive por lá mais de duas horas. Os deputados deste último partido portavam-se de modo mal-educado e ruidoso. Como alguém disse, "são especialistas em vitupérios".
 
Assim, não vamos lá em relação à recuperação do exercício de professor.

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