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Correntes

em busca do pensamento livre

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Os Imutáveis

27.07.19

 

Nem os estudos associados ao confronto com a realidade demovem a terceira via que chefiou a educação nos governos de Sócrates. Essa Nova Política de Gestão Pública datou-se com um péssimo lastro histórico. Os seus efeitos ainda geram uma eclosão enevoada porque os destinatários estão exauridos de tanta canseira ("(...)Apenas a fachada está intacta e já não há estrutura. É esta a imagem usada para explicar alguém que se encontra em 'burnout'. Alguém que está para além de exausto, que já deu mais do que podia dar, embora por fora se mostre intocável. “Tal como o nome indica, burnout é estar todo queimado por dentro”, explica em entrevista ao Expresso Nídia Zózimo, médica e coordenadora do Gabinete Nacional de Apoio ao Médico(...)") e anestesiados com a disciplina orçamental (como se não houvesse vida para além disso). A próxima legislatura, e até o que sobra desta, será efervescente se a lógica que suportou a actual maioria não se impuser corporizando os princípios da democracia. Aplicada em geral, a terceira via desgasta o centro político e “empurra” os votantes para os extremos. Se o imutáveis prevalecerem, os extremos alargar-se-ão no fim de uma próxima legislatura ou na presença de uma crise semelhante à de 2008. Aliás, e como exemplo, o além da troica de Passos e Portas foi um primeiro exercício que explicou a possibilidade iliberal entre nós (e que, e afinal, já tinha começado antes com outros contornos).

3 comentários

  • Concordo. "Estamos todos" no mesmo barco é a mensagem. Um presidente de uma associação de municípios bem a sul disse-me que por lá só elegiam autarcas com algumas provas dadas no colarinho branco como um saber viver para bem governar.
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    mario silva

    31.07.19

    A doutrina do choque (Naomi Klein) encaixa que nem uma luva nesta nova gestão:
    "A doutrina do choque como todas as doutrinas é uma filosofia de poder. É uma filosofia sobre como conseguir seus próprios objetivos políticos e econômicos. É uma filosofia que sustenta que a melhor maneira, a melhor oportunidade para impor as idéias radicais do livre-mercado é no período subseqüente ao de um grande choque. Esse choque poder ser uma catástrofe econômica. Pode ser um desastre natural. Pode ser um ataque terrorista. Pode ser uma guerra. Mas, a idéia é que essas crises, esses desastres, esses choques abrandam a sociedades inteiras. Deslocam-nas. Desorientam as pessoas. E abre-se uma ‘janela’ e a partir dessa janela se pode introduzir o que os economistas chamam de ‘terapia do choque econômico’. "
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