Em busca do pensamento livre.
Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

 

 

 

Contributo de Mário Silva.

 

"O próximo ataque do ME à reputação dos docentes.

 

Através do ‘Iavé’, o ME vai atacar a reputação dos professores no próximo mês de julho. Como? Quem acompanha os exames nacionais, detetou que houve alterações na estrutura deles e nas cotações (aumentaram nas questões de escolha múltipla). Estas alterações têm potencial para piorar as classificações dos exames e obviamente que isso será usado para atacar os professores com a falácia ‘estão-a-ver-esta-gente-a-reivindicar-que-lhes-paguem-as-progressões-e-afinal-os resultados-foram-piores’.

O ME que se arvora o protetor dos ‘coitadinhos-dos-estudantes-que-são-prejudicados-pelos-professores’, depois insidiosamente promove ações que prejudicam os mesmos estudantes nas suas médias de classificação final, usando subrepticiamente como ‘bode expiatório’ a classe docente; nem Maquiavel conseguia ser mais ignóbil…

“Os alunos concordaram que a derradeira questão da prova era a mais complicada e estavam também alinhados no principal assunto de quase todas as conversas: a estrutura do exame deste ano. Ao contrário do que vinha sendo habitual nos anos anteriores, o exame nacional de Matemática A foi dividido em dois cadernos.

«Nós somos sempre as cobaias do Iave», queixa-se Ana, já fora da escola. «Se quisesse voltar atrás a alguma das perguntas do 1.º caderno, não podia», explica.

 

Jornal Público (25/06/2018)



publicado por paulo prudêncio às 21:47 | link do post | comentar | partilhar

13 comentários:
De mario silva a 25 de Junho de 2018 às 23:48
Não antevejo nenhum motivo técnico-pedagógico que explique a impossibilidade dos estudantes poderem alterar respostas no 1º caderno, caso durante o tempo regulamentar chegassem a essa conclusão.


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 16:01
É estranho, realmente.


De Maria a 26 de Junho de 2018 às 17:31
Não sei se percebi bem a sua dúvida, mas relativamente ao que diz a aluna: «Se quisesse voltar atrás a alguma das perguntas do 1.º caderno, não podia»

Claro que não podia, pois a 1ª parte é resolvida com calculadora que lhes é retirada (e não voltam a poder usá-la) antes de começarem a 2ª parte.


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 17:47
Claro. A Calculadora é retirada antes da 2ª parte. É uma questão estranha. O Mário Silva dirá. Aliás, uma aluna pode voltar ao 1º caderno sem calculadora. Um vigilante não consegue controlar um procedimento desses.


De Maria a 26 de Junho de 2018 às 17:59
Sim, claro que pode voltar, não é proibido; a questão é que, como a resolução desses exercícios depende da calculadora e dos elementos (gráficos, tabelas, etc.) que só podem mesmo ser resolvidos com calculadora, como é que os poderão corrigir/fazer de novo (se entretanto se lembrarem como se faz, etc.) se já não têm a calculadora?


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 18:51
Claro. Em princípio, e sem a calculadora, não adianta voltar ao 1º caderno. Esperemos então pelo Mário Silva.


De mario silva a 26 de Junho de 2018 às 19:19
A minha discordância é esse impedimento técnico de poder corrigir o que entender. Desde que o processo apareceu, considerei lesivo e anti-pedagógico. A análise critica que se estimula no estudante é exatamente para aprender a detetar o erro, a incorreção, e impedi-lo de exercer a correção é um paradoxo pedagógico.
Esse procedimento de numa parte usar a calculadora e noutra parte não usar, é mais desvantajoso pedagogicamente.


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 19:37
Percebi.
Aliás, a recolha da calculadora justifica-se?


De Maria a 26 de Junho de 2018 às 19:43
Claro! É isso mesmo!


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 19:45
É espantoso tudo isto. O sistema parece um frenocómio e não é de agora.


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 17:48
O sistema carece mesmo de um reset depois de tanta sucessão de "reformas". A começar pelo sacrossanto acesso ao superior que condiciona todo o sistema.


De mario silva a 26 de Junho de 2018 às 19:20
lamento informar que, enquanto muitos dos governantes forem profs universitários ou potenciais profs universitários convidados com estatuto de catedrático, o ensino superior é intocável.


De paulo prudêncio a 26 de Junho de 2018 às 19:35
Assim parece. Concordo. Enfim.


comentar post

Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
errata ao meu comentário: "para quem se interessa"
Muito obrigado Mário Silva. É um bom comentário pa...
Não me parece que alguém saiba o que vai acontecer...
não são só os professores precários...Enquanto o M...
infelizmente, temo que essa instabilidade não surg...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676