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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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o preço da desigualdade

21.11.14

 

 

 

Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.

 

Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")

 

 

 

Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.

 

 

 

Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.

 

 

 

Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.

 

 

 

 

Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.

 

 

 

Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.

 

3 comentários

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    Alcindo Sousa

    27.03.14

    O Joseph Stiglitz é um economista notável, e dos poucos juntamente com o Roubini que previu esta crise. É bom que se lembre que ele é o pai das teorias que explicam a imperfeição dos mercados e da informação assimétrica, que reabilitaram o papel do Estado como regulador no virar do milénio. Foi ele que trouxe a evidência sobre o preço da desigualdade social e económica, no livro do mesmo nome. O livro de Stiglitz sobre a forma inadequada como a crise foi atacada (Freefall: America, Free Markets, and the Sinking of the World Economy) e a sua contribuição escrita para compreender a globalização (Making Globalization Work e Globalization and its Discontents) são notáveis. O ponto de vista dele sobre o caminho trilhado pela Europa e pelo euro merecem no mínimo ser atentamente considerados.
  • Sem imagem de perfil

    ZÉTUGA

    27.03.14

    O meu comentário anterior foi em defesa do economista. É notável, sem senhor e honesto...
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