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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

o mundo ainda pula e avança?

12.09.15

 

 

 

 

"Jeremy Corbyn é o novo líder dos trabalhistas britânicos", integrou de imediato uma marcha de solidariedade com os refugiados, declarou que "(...)as coisas devem mudar e vão mudar. Não temos de ser desiguais, não tem de haver injustiça, a pobreza não é inevitável.(...)" e "(...)nas últimas semanas negou que fará uma "limpeza" no grupo parlamentar e que afastará aqueles que discordam dele, mostrando-se conciliatório e abrindo um futuro "governo sombra" a todas as alas do partido(...)".

 

Num momento historicamente sobreaquecido em que os arcos da governação europeia se renderam ao fim da história decretado pelo neoliberalismo, fechando os olhos à génese das hecatombes financeiras e dificultando mais a vida a tudo o que escape ao "politicamente correcto" (como é exemplo o processo dos refugiados), ainda é à esquerda que se encontram sinais "politicamente incorrectos" de quem não desiste de procurar um mundo melhor e mais justo. Mesmo que se saiba que não existem milagres e que foi também na esquerda que surgiram totalitarismos, há uma carga simbólica nestes acontecimentos que faz com que "o mundo pule e avance". Foi assim com Obama, foi assim recentemente na Grécia (Merkel abriu as portas aos refugiados também empurrada pelo incómodo de uma "repetição grega"), foi assim nas regionais espanholas e temos agora o Jeremy Corbyn nos trabalhistas britânicos. Bem sei que são, e mesmo com Obama, movimentos minoritários e que muitas vezes integram radicalismos arrogantes e não construtivos, mas é também assim que se acorda e embaraça, no mínimo isso, a "resignação" do restante espectro político.

 

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