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Correntes

em busca do pensamento livre

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mais de 90% dos professores são contra a municipalização

12.04.16

 

 

 

Por que será que mais de 90% dos professores são contra a municipalização? Os inquéritos realizados nos últimos anos por sindicatos ou blogues (penso que também por OCS), e até através das redes sociais, apresentam números que dão que pensar num país de comprovado mau centralismo.

 

Em 2002, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira encontrou em Portugal 38 quadros (em 2016 devem ultrapassar os 50) de divisão administrativa quando o que seria moderno e razoável era que tivéssemos um. No meio de regiões, províncias, distritos e por aí fora, são os municípios o quadro mais perceptível e mesmo assim a lógica clientelar dos aparelhos partidários, e do caciquismo, criou um clima de "enraizada" desconfiança; raízes geram raízes.

 

É, portanto, "impensado" inventar mais um quadro orgânico com 308 agências municipais escolares descentralizadas (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar o pessoal dos fundos) depois de se terem assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares desconcentradas, que, por sua vez, têm, na maioria dos casos, configurações inenarráveis que desesperam por uma implosão. É confuso, sei disso, mas é mesmo assim. É como na imagem. As trapalhadas, neste país, são ininteligíveis e os professores estão informados até com os exemplos do modelo de gestão escolar em curso. Não há alternativas? Claro que há e têm sido apresentadas como se observa numa consulta às tags do blogue.

 

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