Em busca do pensamento livre.
Sábado, 27 de Junho de 2015

 

 

 

 

O prémio Nobel Paul Krugman diz que sim e arrasa os credores, em especial o FMI. Tese semelhante é defendida por Dominique Strauss-Khan que assume "os erros cometidos pelo FMI na Grécia".

 

A disputa continuou ontem com uma surpreendente jogada de Alex Tsipras, que demonstra uma determinação "muito menos bom aluno" do que os países do sul da Europa que foram sugados pela troika. A resposta grega de referendo, "como resposta a um "ultimato" dos parceiros europeus e da troika", inclui o respeito pelo resultado da consulta. Parece um lance importante. Aconteça um não ou um sim, o Governo grego faz prevalecer a democracia, legitima-se e reforçará a resposta recente de Tsipras ao presidente do Conselho Europeu: "não é avisado humilhar um povo". Veremos se conseguirá uma inflexão da UE.

 

EUA e China assistem preocupados. Os norte-americanos voltam a exigir sensatez a Merkel numa altura em que a intervenção da Rússia nos Balcãs é ainda mais "solicitada" e em que a instabilidade no mediterrâneo parece em escalada imparável. A China defendeu há pouco "a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise".

 

Começa a ser difícil encontrar observadores externos que defendam as teses da maioria do Eurogrupo e percebe-se o nervosismo radical do pessoal além da troika.



publicado por paulo prudêncio às 11:16 | link do post | comentar | partilhar

24 comentários:
De F a 27 de Junho de 2015 às 15:46
Os golpes de estado passaram a fazer-se , na Europa, assim - com ultimatos e jogos vários.

Longe vão os tempos das baionetas, dos tanques e da bomba atómica. Nos tempos actuais não se sabe onde mora o inimigo, nem a sua face.

Os donos do mundo não gostam de sujar as mãos.

São muito assépticos e precisam das Lagardes deste mundo para "sexo mágico"- ajoelhas e depois desapareces.


De LR a 27 de Junho de 2015 às 16:03
Está mais que visto e provado, a esquerdalha que viver sempre à custa de quem trabalha, roubar os ricos e depois pastar.
Estes gregos estão a fazer chantagem desde o principio, prometeram um paraíso quando apenas tinham um inferno para dar.


De Renato Frazão a 27 de Junho de 2015 às 16:05
O Povo Grego merece mais respeito!!!!


De LR a 27 de Junho de 2015 às 16:06
O povo grego merece respeito, todo o respeito. Só que o Sirysa e o Tsirpas/Varoufakis desrespeitaram-no!


De Renato Frazão a 27 de Junho de 2015 às 16:07
Está a ver o filme ao contrário. Ao convocar um referendo, o Tsypras é o que está a respeitar mais o povo grego. O Bloco Central grego nunca recebeu um mandato para aplicar a austeridade fanática e selvagem que impôs ao povo helénico, curvando-se à ditadura financeira da Troika. Aliás esta democracia deficitária é comum em muitos países da UE, o nosso incluído. Ao contrário do que muitos políticos da democracia representativa pensam, quando se ganham eleições não se recebe um cheque em branco. Se assim fosse, nunca teriam existido tantos ditadores na história do séc XX.


De anónimo a 27 de Junho de 2015 às 16:07
A Grécia que saia do Euro, da UE e da NATO.

Boa viagem e fiquem bem longe do nosso dinheiro!


De LR a 27 de Junho de 2015 às 16:08
Presidente do Eurogrupo criticou o primeiro-ministro grego, que decidiu referendar as propostas dos credores. Está fechada a porta a um acordo, diz Dijsselbloem


De Hélio Rodrigues a 27 de Junho de 2015 às 16:09
Acho muito bem o que a Grécia está a fazer! Tivesse portugal tomates para fazer o mesmo! A Grécia está mais preocupada com o seu povo e pela miséria que esse mesmo vive! As politicas de austeridade são um falhanço total, a grecia continua em crises mais de 10 anos depois e está pior do que estava à 10 anos atrás! E Portugal é mesma coisa estava melhor em 2008 do que em 2015 e continua a ficar cada vez pior! O Euro foi um erro! A Grécia vai acabar por abandonar a UE e acho muito bem que o façam porque a Grécia tem um poder enorme porque é o pais com as maiores rotas comerciais e financeiras europeu! Ou seja tudo o que vem do mediterrâneo tem de passar por la vindo da asia, África, etc e etc! A Grécia como portugal perdeu toda sua soberania depois da adesão ao euro! Os Gregos não estão é para financiar mais os grandes monopólios europeus que só tem lucrado com estas crises e só querem que as mesmas continuem! A Europa e outros países estão-se nas tintas para o que os povo desses países passam! Essa gente toda seja pliticos europeus, empresarios europeus, grandes familias e etc etc! Só querem e que as crises continuem porque so tem lucrado com isso... O PM grego ja foi bem claro ao dizer "quero tirar o meu povo da miseria em que vive". E nao aceita condições que ponham mais o seu povo na miseria e se for preciso sai do euro e ate da UE! O Problemas deles nao é a grecia em si, é grecia ser principal porta de entra na europa do mediterraneo se a grecia sair pode começar cobrar taxas entre outras coisas como fazia antigamente antes de ser da UE! A grecia so ganha em sair do euro e da UE! Os outros paises é que se lixam quer vao ter começar pagar taxas e outras coisas aos gregos ou os produtos seja comercais ou financeiros nao saem nem entram na europa lol!


De anónimo a 27 de Junho de 2015 às 16:10
A Grécia está pior hoje do que estava nos finais de 2014


De Carlos Gomes a 27 de Junho de 2015 às 18:01
Este desfecho era mais do que espectável para qualquer um que, com conhecimento histórico do resultado de políticas violentas de austeridade -- que afinal não são uma invenção do início deste século XXI, mas que ciclicamente se repetem ao longo da história e que foram responsáveis por alguns dos acontecimentos estruturantes do passado, como foi a independência dos estados unidos em 1776 --, olhasse para a realidade do que se está passando com a UE desde 2010. Para mim, a verdadeira questão é saber se o resultado deste desfecho foi intencional ou acidental por parte dos credores, mas isso é irrelevante para se perceber o quanto ao longo da história, visões que põe a moral à frente do pragmatismo técnico têm levado a processos de rutura estruturantes e em boa parte imprevisíveis, como foi o caso da independência norte americana em 1776. Agora, tal como a Islândia já percebeu há uns cinco anos atrás -- e o Reino Unido ainda há mais tempo, derivado ao colapso do SME em 1992, colapso este em que o ataque especulativo contra a Libra Esterlina desempenhou um papel fulcral --, qualquer pais mais fraco acaba por estar melhor fora deste euro do que dentro do mesmo. As razões para isso derivam da sua má arquitetura a qual não permite compensar as assimetrias de desenvolvimento econômico dos diversos países que o integram, arquitetura esta mantida, em última instância, por razões de fundamentalismo ideológico. Mas a visão imediatista que está sendo tomada não consegue antever o que por certo se seguirá, onde aqueles que forçaram este desfecho acabarão por ser igualmente vítimas colossais de todo este processo: é que não nos podemos esquecer que só a Grécia deve diretamente às instituições europeias -- não falo dos derivados que por certo deverão existir --, incluindo ao BCE, qualquer coisa como 300 biliões (mil milhões) de euros, correspondentes a quatro meses do QE que o BCE está promovendo. No entanto, sendo os danos políticos irreversíveis, a questão está em saber quem será o próximo candidato a sair -- ou a ser empurrado para fora, como eu penso que pode ter sido o caso --, situação em que qualquer um dos restantes PIIGS se enquadra como candidato prioritário, em especial Portugal. E se esse for o caso, pouco importará as escolhas internas do país, pois se há coisa que parece emergir de uma análise das negociações entre os credores e a Grécia, é que os credores tudo fizeram para que as negociações falhassem, ao alterar os pressupostos e métodos de forma a que a proposta que apresentavam fosse sempre se alterando quando a Grécia parecia poder estar disposta a aceitar os termos da proposta em cima da mesa. Este é um jogo político e não econômico, como penso ter sido sempre o caso. Para muitos do norte da Europa, o seu sul é feito por gente preguiçosa, burra e ignorante, isto apesar de todos os indicadores objetivos mostrarem que essa visão não corresponde à realidade. Por tudo isso, penso que a UE poderá acabar por ser a maior vítima de todo este processo. Mas levará muitos anos até se perceber o verdadeiro alcance de tudo o que hoje está ocorrendo.


De Última Hora a 27 de Junho de 2015 às 18:04
A previsível movimentação: "A China defendeu este sábado a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise. Declarações são feitas dois dias antes da cimeira com a União Europeia, que decorre segunda-feira, em Bruxelas."


De paulo prudêncio a 27 de Junho de 2015 às 19:48
Obrigado. Mais logo vejo isso.


De Alberto a 27 de Junho de 2015 às 23:50
Tem juízo, esse tipo de cassete, perante a verdade da realidade, já está esgotada... A Democracia continuará a resistir... sempre!


De Alberto a 27 de Junho de 2015 às 23:55
Resposta a "LR a 27 de Junho de 2015 às 16:03"


De paulo prudêncio a 28 de Junho de 2015 às 11:37
Percebeu-se, mas obrigado.


De Nuno Calvet a 28 de Junho de 2015 às 22:58
Os meninos palermas do nosso governo armados em espertalhões só a pensarem em prejudicar o PS nas próximas eleições devem ter ficado um tanto aflitos com o telefonema de Obama a Merkel a dar-lhe instruções sobre a necessidade premente d resolver o problema grego e de impedir a saída da Grécia da zona Euro. Estes aprendizes de feiticeiros andam a brincar com o fogo e só pensam no seu pequeno quintal ignorando por completo os avisos dados por eminentes economistas não só sobre o perigo da crise grega como também sobre a inutilidade e fracasso de mais austeridade bruta que querem impor à`Grécia. São duros em aprender porque são de uma ignorância e inconsciência granítica!


De Rafa Gutterman a 28 de Junho de 2015 às 23:05
Grecia no lo va a pasar mal. Al final los inversores tienen poca memoria cuando les interesa y Rusia, con tal de tocar las narices a su "querida" Europa... ayudará a los griegos a cambio de plantarnos unas bases de submarinos y cazas T-50 cargadítos de arsenal nuclear en pleno Mediterráneo a tiro de piedra de Alemania, Italia y España... Ya verás Obama y los señores de la OTAN lo contentos que se van a poner. Tsipras está jugando sus cartas, a favor de los griegos, de la mejor manera posible. Luego lo que os cuenten u os querais creer de lo que va a pasar es cosa vuestra y de los medios que controlan los bancos. A mi como individuo, Grecia me puede deber entre 500 ó 1000euros. Me da igual, eso no me saca de pobre y como SER HUMANO, se los perdono. Los bancos son los q tienen UN PROBLEMA. Y todo este follón sólo por querer frenar a PODEMOS en España y otros movimientos similares en Italia y Portugal... Que se dejen de hipocresías. Arriba Grecia... conservaréis la dignidad, y resurgiréis libres y soberanos. Ni un euro mas para la Troika proveniente de Grecia.


De paulo prudêncio a 29 de Junho de 2015 às 00:06
É bom ler opiniões tão optimistas. Vale :)


De mario silva a 28 de Junho de 2015 às 23:31
numa europa com a maioria dos governos com ideologia de direita conservadora reacionária, era expectável que reagissem a qualquer governo eleito que não fosse da sua ideologia. Além da guerra financeira, que conquista países com dinheiro em vez de exércitos, também existe a guerra ideológica, em que a politica 'não há alternativa ao capitalismo financeiro neoliberal' esmaga qualquer outra ideologia politca diferente. E tudo isso para os 'mercados' (traduza-se milionários, multinacionais, bancos, etc.) continuem a ter acesso privilegiado aos orçamentos de Estado...


De paulo prudêncio a 29 de Junho de 2015 às 00:07
Concordo Mário: uma guerra financeira e ideológica.


De Carlos a 29 de Junho de 2015 às 01:00
Em condições ideais(?)/excepcionais(?)/desejáveis(?), haveria a união de países como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda, juntando-se à Grécia, de modo a exigir, de modo firme, a alternativa que alguns recusam como possível!


De paulo prudêncio a 29 de Junho de 2015 às 11:59
Quem tempos Carlos.


De F a 29 de Junho de 2015 às 19:55
Cavaco no seu máximo raciocínio: " Se a Grécia sair, dos 19 ficam 18"

Ah, grande Cavaco!


De paulo prudêncio a 29 de Junho de 2015 às 22:27
Que coincidência. Cheguei aqui e ia fazer um post com essa declaração de Cavaco. Mas decidi passar primeiro pelos comentários :) Farei o post na mesma. Mas disse mais: há outros que querem aderir à zona euro. Enfim.


comentar post

Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
O Paulo sabera que o Salazar foi eleito o maior Po...
Esta e uma eleicao parcial para deputado no parlam...
https://www.publico.pt/2012/06/25/mundo/noticia/he...
https://www.publico.pt/2015/04/13/mundo/noticia/jo...
Só aqui e não encontro mais referências https://co...
Obrigado. Mas não li mal. Já tento confirmar. Mas ...
Leu mal. O Fidesz de Orban governa todos os condad...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

bartoon

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676