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Correntes

em busca do pensamento livre

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Grupo Fechado

01.07.19

 

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Numa época em que tanto se fala de partilha e comunicação, as decisões fundamentais são tomadas no registo Grupo Fechado que resulta das políticas individualistas que "triunfaram" em toda a linha. O Grupo Fechado é uma espécie de eucalipto comunicacional e organizacional. Serão poucos os que não reconhecem a generalização do "salve-se quem puder" como a principal consequência do modelo. É de tal forma vigente na sociedade, que fica a ideia que absorveu governantes, deputados, magistrados e por aí fora. Como alguém disse, "é a hegemonia do império da ganância". A lógica de Grupo Fechado é também o modelo decisório do sistema escolar. Percorre todos os patamares e bloqueia os canais participativos e, por consequência, os mecanismos mobilizadores. A contenda entre instituições, ou entidades, é o lema identitário e a audição uma simulação. Dos exames e provas de aferição até aos currículos (e à sua flexibilidade) e restantes variáveis organizacionais e passando pela inclusão, avaliação de alunos e professores ou carreiras, a lógica Grupo Fechado não só determina como considera o contraditório um péssimo hábito e uma perda de tempo. E um sinal evidente do fenómeno, e, já agora, um péssimo serviço à escola pública, é a publicidade insensata de quem diz visitar muitas escolas recomendando o modo organizacional, como exemplo de cooperação, sem sequer vislumbrar a contradição (e contrariando todos os estudos conhecidos).