Em busca do pensamento livre.
Sábado, 17 de Março de 2018

 

 

 

Gosto de Bolonha e dos quilómetros de arcadas em ambiente civilizado. É a única cidade que conheço onde, com um cartão recarregável (e já em 2005), se podia utilizar automóveis públicos a exemplo do sistema já usual das bicicletas. A gastronomia é muito boa. As Piadinas recomendam-se. Os melões são únicos e os gelados uma perdição. E podia escrever mais sobre uma urbe onde se sobe às torres para fotografar os telhados que fizeram com que a cidade fosse denominada de vermelha. 

É imerecida a ligação depreciativa que associa o nome de Bolonha aos diplomas do ensino superior. No caso português chega a ser exasperante. As novas gerações não têm que carregar um estigma. Esta solução foi projectada por razões financeiros. Antes da mudança, importava clarificar o processo de equivalências e a sua relação com a duração dos ciclos. Desse modo, impedir-se-ia o ruído. Nestes dias, leio coisas humoradas dos diplomados com requisitos de frequência anteriores a Bolonha (em que se interroga se bacharelato, licenciatura, mestrado - até onde me integro - e doutoramento passam ao grau seguinte). Não podia ser. O que me parece justa, e vem muito atrasada, é a equiparação, para efeitos de concurso nos diversos países do mundo, ao grau de mestre dos licenciados antes de Bolonha. A não equiparação resultava numa insuportável (injusta e evitável) exclusão.

 

Já usei esta argumentação noutras alturas.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:09 | link do post | comentar | partilhar

2 comentários:
De mario silva a 17 de Março de 2018 às 18:17
muitas licenciaturas pré-bolonha tinham mais créditos que os mestrados bolonha atuais, e portanto, essa equivalência devia ter sido feita no momento da transição. Tal não aconteceu por interesse financeiro, para justificar sacar uns milhares de euros a quem quisesse a equivalência.


De paulo prudêncio a 18 de Março de 2018 às 11:44
Não se faz.


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