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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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Fórmulas

26.05.19

 

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Em qualquer fórmula governativa, a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores nesta legislatura teria o mesmo destino. A direita evocaria uma impossibilidade financeira e a esquerda uma possibilidade inatingível. A realpolitik ditou: o objectivo da esquerda é impedir a fuga de votos, como ficou claro na assinatura parlamentar de Outubro de 2017 (em que PS, PCP e BE, - e claro Verdes, PAN, PSD E CDS -, e depois em acordo com os sindicatos, acordaram uma recuperação total que sabiam que não se cumpriria; todos sabiam, como sublinhou o PR em Novembro de 2018: "Belém só analisará a questão dos professores depois se ter pronunciado sobre o novo Orçamento de Estado.").

Importa inscrever alguns pontos prévios: foi em Fevereiro de 2014 que se mediatizou a Parvalorem.SA, criada para "nacionalizar" o BPN, por causa da intenção de venda dos Miró; como o nome sugeriu, foi uma espécie de "façamos os populares de parvos" (aliás, quatro anos depois, em Julho de 2018, soube-se que "a Parvalorem (o Estado) atribuiu 23 “viaturas familiares” topo de gama, a 23 ex-gestores do BPN, e paga ainda o combustível, até 300 euros por mês, seguros e parques de estacionamento); este post é apenas para que conste e para que não façam os professores de Parvalorem.SA; publico-o numa hora que não influenciará qualquer voto; as eleições são europeias, mas as conclusões são nacionais se a necessidade o impuser.

Nota: a abstenção terá alguma relação com a generalização de fenómenos "parvalorem.sa"; fui, como sempre, votar; imagem: segundo quadro de um desenho do Antero de 04 de Fevereiro de 2014.