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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Escolas, Aprendizagens e Covid-19

30.09.20

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Habituámo-nos às escolas do tempo sólido. Abrem, há mais de 30 anos, todas em Setembro. Listas das turmas e horários são suficientes para que tudo comece. Mas seria insuficiente para o resto do ano, se não se confirmasse (OCDE - 2019) que "os professores portugueses são os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos" (e, já agora, acrescento que, em regra, os alunos ajudam muito).

No tempo sólido, e apesar de políticas educativas comprovadamente contraditórias e líquidas, uma sociedade mais desenvolvida e escolarizada melhorou as aprendizagens dos alunos (os resultados em educação demoram duas décadas a aparecer) que no início da década de oitenta do século passado estavam muito atrasadas em relação à generalidade dos países europeus (por isso é que progredimos mais do que a média dos já desenvolvidos, mas continuamos, segundo dados de António Costa Silva, como o "pior" país europeu na conclusão do secundário). Só que os efeitos do tempo líquido, e que se reflectem dentro das paredes de cada sala de aula, são quase insondáveis e a covid-19 é mais um difícil exercício que muito beneficiará da citada conclusão da OCDE e da ajuda dos alunos.