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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

A Escola por TV

E Trump resolvia a covid-19 até à Páscoa.

05.04.20

Captura de ecrã 2020-04-05, às 15.04.07.png

Encontrei na Internet as frases da imagem e concordo com a perplexidade humorada com a manutenção de políticos tão impreparados, embora em escalas tão diferentes. E lembrei-me do que escrevi há dias: O que aconteceu quase que se circunscreveu à ideia de estar ligado considerando a panóplia de recursos digitais, simples e intuitivos, disponíveis. Para além de tudo, só se combaterá ainda melhor uma próxima pandemia se um mundo cada vez mais autoritário for contrariado com sólido conhecimento da história e da cultura assente em relações presenciais.

E antes, tinha escrito assim: Para além disso, sucederam-se os testemunhos desesperados de professores e pais inexperientes nesta "novidade" que é um complemento aconselhado com adultos ou jovens adultos mas "impróprio" para crianças e jovens (acima de tudo, e como diz a UNESCO, "garanta que o uso destas plataformas e aplicações não violam a privacidade dos alunos"). Há muito que se sabe tudo isto, conhecendo-se vários processos descontrolados, e em muitos casos geradores de mais desigualdades, quando aplicados a turmas numerosas (para o momento, a UESCO sublinha: "dê prioridade a desafios psicossociais, antes de problemas educacionais"). William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983, professor no não superior durante 30 anos e com opiniões interessantes sobre estilos de ensino, diria qualquer coisa assim: experimente-se com 1 aluno, imagine-se com 10, nem se fale nisso a 20 e com 30 ou mais em várias disciplinas será uma "pandemia" emocional e informacional.

E uns dias mais atrás, escrevi o seguinte: Foi assim, por exemplo, "na segunda metade do século XX" com Freinet, Montessori e Summerhill e mais recentemente com as plataformas de comunicação como o Moodle. No último caso, e mais uma vez, o que pode ser uma solução prometedora com adultos ou jovens adultos, torna-se num processo descontrolado se generalizado com crianças e mais ainda em turmas numerosas.(...)"

E vem tudo isto a propósito das críticas à escola por TV por ser uma solução antiga. É, desde logo, uma alternativa ocupacional segura adaptada às circunstâncias. Aliás, quando percebi a corrida a plataformas já proibidas em muitos países até da Europa, lembrei-me das vantagens do antigo Moodle que, como todas as soluções à distância, deve ser usada, de preferência, em adultos e jovens adultos como complemento e com uma boa estratégia, e da Jitsi. Ora leia as ligações seguintes e depois clique e vá à origem ler o texto completo.

"– Moodle

Trata-se de um sistemas de gestão de aprendizagem, em contexto de ensino à distância. É auto–hospedado, podendo e devendo sê-lo em servidor da escola, assim se garantindo protecção máxima da privacidade. Permite: gestão de salas de aula, cursos e conteúdos; ministrar lições, atribuir tarefas, gerar e gerir bases de dados; criar e gerir grupos, fóruns e wikis; criar e gerir salas de conversação; efectuar avaliações; etc.
https://moodle.org/

– Jitsi:

Plataforma e aplicações de vídeo-conferência, de código aberto.

Embora tenha a sua própria instância online, como o Zoom, cada escola pode, e deve, instalar o seu próprio servidor jitsi, assim maximizando a protecção dos dados e da privacidade dos seus alunos, pois as próprias vídeos-conferências ficarão alojadas no servidor da escola.

Não requer, por parte de alunos ou professores, o fornecimento de quaisquer dados (nem números de telefone ou contactos de email… enfim, absolutamente nada). Não exige sequer qualquer registo ou criação de conta.

As videoconferências são encriptadas e de acesso por password.

O acesso às aulas por videoconferência é possível através do simples uso de um web browser, embora também possa ser feito através de um aplicação (também ela livre e de código aberto) para telemóvel (disponível tanto para os sistemas Android como IOS).

Os alunos podem conversar em várias plataformas sem que os seus rostos sejam digitalizados por algoritmos de reconhecimento facial e a sua voz e texto sejam gravados.
https://jitsi.org/"

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