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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e poucos contestarão

13.02.14

 

 

 

 

 

 

 

A avaliação do desempenho como primeiro critério para o despedimento é algo que poucos do arco da governação contestarão; a menos que sintam na pele os efeitos da meritocracia injusta e brutal que contaminou de vez processos como o SIADAP. No mundo empresarial, e ao que se vai percebendo, acontecem fenómenos semelhantes. A decisão unilateral do Governo beneficiará do silêncio do PS do passado, do actual, do que venha a caminho e até do que se movimente em Marte.

 

Apesar da repetição do óbvio ser um dever, também há limites. Nesse sentido, vou buscar um post que escrevi há dias para não ter que teclar o mesmo.

 

"Nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático", é uma evidência que devia ser óbvia nas sociedades modernas que se dizem avançadas. Quando um político afirma que com a primazia da avaliação do desempenho o "Governo está a levar o "medo" às empresas", fica a ideia de que a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream lá se encarregarão de colocar a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade.

 

A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta reduz-se e é quase inexistente. Entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta é galopante e a sua absolutização é uma condição de sobrevivência para os intervenientes. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.

 

 

 

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