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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

duas perplexidades na educação

06.04.16

 

 

 

Na Suíça referendou-se a proibição dos imigrantes usarem o corta-unhas na sala de estar (a sério que sim; mas não fui ver como controlaram a proibição), mas, ao que saiba, nunca referendaram as lavandarias de dinheiro que por lá funcionam nem o uso e abuso dos offshores por parte da totalidade dos seus bancos.

 

O exemplo "a-estratosfera-afinal-é-acessível" é ubíquo.

 

Por cá, e no sistema escolar, li, perplexo, duas decisões:

 

O Governo quer que os jovens do secundário e do terceiro ciclo decidam sobre uma verba dos depauperados orçamentos escolares. A ideia de orçamento participativo (que existe nas crises graves das democracias representativas e que não se justifica nas democracias directas ou é redundante nos sistemas com muitos referendos como na Suíça) aplicada desta forma ou é consequente na recuperação da democracia nas escolas ou será considerada uma decisão de juvenis inexperientes ou estratosféricos.

 

A intenção de aplicar um regime especial de aposentação para os professores foi apoiada pelas mais diversas instituições, desde sindicatos a partidos políticos e passando por comissões especializadas da Assembleia da República. Houve um natural consenso. A proposta foi considerada sensata e justa. Só existiu uma voz contra. Tratou-se de uma organização de professores, o Conselho de Escolas, criada no mandato de Lurdes Rodrigues e composta por dirigentes escolares em exercício. Argumentaram com a desigualdade em relação a outros funcionários públicos. É, no mínimo, estranho.

 

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