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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

do tal de consenso

23.03.14

 

 

 

 

 

Há as mais variadas leituras para as diferenças "insanáveis" entre o PS e o Governo e a campanha eleitoral, que durará, em princípio, mais de um ano, criará ainda mais nevoeiro sobre o acordado e o tornado público. Para além do memorando da troika que se extingue oficialmente daqui a dois meses, existe o tratado orçamental que "amarra" os países do euro e de alguma forma os da união.

 

 

E já se sabe: Portugal pesa pouco no xadrez, mas adquiriu alguma importância estratégica no sucesso da ideia de cortes a eito nos do costume que "liberta" as reformas administrativas em sectores que atingem os aparelhos partidários ou nas negociatas tipo PPP´s que incluem essas organizações que capturaram o Estado de forma sistémica; para além da intocável e corrupta (isto também é comprovado) banca. Sobram os mealheiros, como alguém disse, dos políticos profissionais: funcionários públicos, pensionistas e as classes, média e média baixa, que não conseguem fugir a impostos.

 

 

 

 

 

 

O recorte é do Público de hoje sobre o rescaldo do "Novo rumo" do PS sobre a saúde.

 

O PS diz que diverge de forma insanável do Governo na defesa da escola pública e confirma a sua destruição. Todavia, foi o último Governo PS que abriu todas as portas legislativas a essa destruição, com excepção dos cortes a eito de que nunca se demarcou. É certo que o recente "Novo rumo" sobre Educação prometeu democracia. Mas esse libelo foi coordenado por António Nóvoa e não há qualquer garantia que seja o "Novo rumo" do PS quando voltar ao Governo.

 

Fica a sensação que o consenso com o Governo incluiu, desde o memorando da troika, o despedimento colectivo de 30 mil professores em três anos (uma redução de cerca de 50 mil desde 2005). E é bom que se sublinhe que os professores contribuíram para metade da redução da administração central que permite que os políticos profissionais, e os tecnopolíticos de serviço, se pavoneiem por esse mundo fora.

 

 

 

 

2 comentários

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    Mário Gonçalves

    23.03.14

    Qualquer partido europeísta fará tudo o que a desunião europeia mandar para se manter no EURO. A TROIKA serviu para tirar as atenções sobre o que realmente está a destruir Portugal, que é nada mais que o próprio EURO.
    Todos sabem que Portugal para ser viável no Euro precisa de ter no mínimo ZÉRO DEFICIT, logo os cortes são permanentes e aínda não representam 10% do que aí vem. Seja qual for o partido que defenda o EURO fará a mesma coisa, e simplesmente porque Portugal não é sustentavel no EURO COM DEFICIT. Como já não temos escudo, somos obrigados a endividar-nos para o estado ter dinheiro. Quem ganha com a nossa estada no Euro é a banca que ganha rios de dinheiro sob a forma de comissões, rendas, juros e contratos. Portugal está entregue á bicharada...
    Seja uma saida limpa ou uma saída suja, Portugal vai continuar borrado até á saída do EURO.
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