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Correntes

em busca do pensamento livre

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Do regresso à normalidade democrática nas políticas da educação

08.10.16

 

 

 

 

Regressa à agenda, até pela degradação do que existe, a necessidade de um "modelo transparente e de normalidade democrática, e livre da partidocracia, na administração das escolas" e, com surpresa, "a Fenprof  defende o fim da figura dos diretores das escolas, advogando a gestão por um órgão colegial com participação efectiva dos professores.O neoliberalismo escolar começou com Sócrates e Rodrigues, embora Barroso e Justino abrissem as portas. A invisibilidade política e comunicacional das escolas do não superior, que, até à queda da banca, eram os sorvedouros da nação, e a diabolização dos sindicatos, pressupunha a terraplenagem. Não foi totalmente assim porque os professores resistiram ao "projecto global". Derrotaram a divisão da carreira, os mentores da avaliação de professores foram "obrigados" a classificarem-na como "fascismo por via administrativa", a prova de acesso saiu da agenda, os concursos civilizaram-se este ano, a industria dos rankings foi questionada, a rede escolar voltou a respirar, mas há um caminho a percorrer para a normalidade, e modernidade, curricular, para a eliminação de horários ao minuto, para um razoável número de alunos por turma e para a dignidade na profissionalidade dos professores sendo a confiança no seu exercício a condição essencial para a eliminação da hiperburocracia e do burnout. Mas nada se construirá com o organograma dos actuais agrupamentos e muito menos associado ao modelo de gestão que Sócrates e Rodrigues impuseram. O fim da história carecia, mais uma vez, de fundamento.

 

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3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Fernanda

    08.10.16

    Este último comentário saiu como anónimo mas é meu - Fernanda.
  • O projecto de lei da gestão escolar é de 2008; época de entendimentos. A forte contestação atingiu um pico no início de 2009, já com Lurdes Rodrigues "encostada às cordas" e com muitos conselhos executivos dispostos a resistir. Procure saber quem foi o alto dirigente da Fenprof que disse que "não valia a pena lutar por isso" que seria - e até me custa repetir o que foi dito, mas vai - "fazer boca a boca a um cadáver". Pergunte às altas esferas da FENPROF. Também conheço detalhes mais locais que arrepiam, até com a postura das forças da geringonça se compararmos a actualidade com o que se passou com a destituição (porque não se formavam conselhos gerais, pasme-se) de conselhos executivos legitimamente eleitos em 2009. Por isso, a surpresa desta convicção que normalmente acontece quando o entendimento sobre o assunto está conseguido. E, neste caso, ainda bem. Só que cansa um bocadito.
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