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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do futebol à educação

14.06.14

 

 

 

 

Alguns descomplexados competitivos usam muito um raciocínio: o sistema escolar tem de ser competitivo a exemplo do sistema desportivo. Defendem que os mecanismos de selecção usados, por exemplo, no 12º ano de escolaridade (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações, quadros de valor e de mérito e por aí fora) devem ser plasmados nos anos anteriores. A preparação de "verdadeiros" top performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" ainda estão a objectivar a construção em Lego (e isto não implica qualquer desprezo por esse nível de ensino) para determinarem a restante parafernália.

 

Pois é exactamente o contrário de tudo isto que se praticou nos modelos de formação desportiva bem sucedidos, e mais do que comprovados, no mundo conhecido.

 

Desde logo, prevaleceu sempre a ideia de alargar o mais possível a base da pirâmide e de só se tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes dessa idade, e tomando como exemplo um desporto colectivo, havia jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começava um jogo estavam todos em "igualdade de circunstâncias". Havia um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chegava-se mesmo a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implicava a substituição do jogador.

 

E podíamos estar a tarde toda a elencar as características inalienáveis da formação. As vantagens são óbvias e para além das já enunciadas, com os factores de ordem psicológica, de aprendizagem técnica e táctica, de superação na alta competição e de aprendizagens "para a vida" na primeira linha das preocupações.

 

 

 

 

 

 

 

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