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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do dia de reflexão

25.05.14

 

 

 

Recebi um email (com pedido de divulgação), ontem no dia de reflexão, com este texto muito interessante de Pedro Santos Guerreiro. O "ashes to ashes, dust to dust" (és pó e em pó de tornarás - das cinzas às cinzas, do pó ao pó) tem tanto de belo como de difícil e de verdadeiro.

 

"Declaração de desinteresse: não sou maçon.

 

Declaração preconceituosa: não gosto da Maçonaria – daquilo em que ela se deixou transformar; tomada de assalto por malta do business, gente da transacção comissionada, do toma-lá-dá-cá-e-se-não-dás-levas-onde-for, gente ameaçadora, ardilosa, manhosa. Gente perigosa.

 

Declaração irrelevante: tenho amigos maçons que são umas jóias. Tenho amigos que, não sendo maçons, são também umas jóias – mas normalmente estes são mais corajosos. Tive amigos que passaram a patifes, dos que nos levam os nossos cavalos para decepá-los, para deixar as suas equídeas cabeças sangrentas nas nossas camas. Alguns desses amigos deslocaram a coluna. Levaram-na para o peito, para a garganta, para o meio das pernas, para as mãos como adagas. Só o espaço da coluna ficou vazio, deixando o habitat para invertebrados.

 

Alguns desses amigos viram no "ser maçon" uma protecção, uma projecção, uma ascensão, uma corrupção tolerada. É fácil torcermo-nos tão pouco, mas tão pouco, que a torção é imperceptível. E no entanto…

 

O poder é como o sol, queima se nos aproximamos. O poder corrompe. E há hordas, corjas, fileiras, trincheiras de pessoas fascinadas com isso: com o poder. Prontos a trocar uma sobrancelha por um Mazeratti na garagem. Sobretudo: essa sensação ridícula e humana de nos sentirmos superiores aos outros. O “ashes to ashes, dust to dust” não nos entra na cabeça, pobres mortais. Cada homem no seu galho, os macacos não se medem aos palmos.

 

Lincoln disse tudo: queres conhecer o carácter de um homem? Dá-lhe poder.

 

Ou então dá-lhe livros para ler. Poesia para começar. Ou para acabar."

 

 

Ao googlar o assunto, encontrei esta entrevista a quem parece conhecer bem o assunto e que denuncia os perigos para a democracia das denominadas sociedades secretas.

 

Retirei este pedaço.

 

 

 

E podíamos ficar o dia todo a comentar a informação que se encontra sobre o assunto. Até a de um "ex-juíz que acusa a maçonaria de controlar a justiça". E  as interrogações impõem-se: será que nas eleições de hoje é este jogo de influências que se sobrepõe? Será que os regressos, reaparecimentos, ameaças de regresso e por aí fora são apenas jogos de quem se movimenta nestas sombras? Será que a lei de ferro das oligarquias é mais decisiva do que o voto?

 

 

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