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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Da queda da meritocracia e do unipessoal

21.07.14

 

 

 

 

Uma boa liderança não precisa do unipessoal para se afirmar, mas uma chefia incompetente pode usar o modelo referido para provocar danos impensáveis.

 

Há uma certa direita, e mesmo alguma esquerda com alguns problemas só explicados por Lacan, que olha para os imaculados banqueiros - esses expoentes da meritocracia e do unipessoal -, com a mesma estupefacção que ocupou as neurónios dos pró-soviéticos com as revelações após a queda do muro.

 

A meritocracia e o unipessoal não lidam bem com a democracia, mas são essenciais aos regimes totalitários; o que acabei de escrever tem já demasiadas evidências teóricas e empíricas e admite, naturalmente, excepções.

 

O exemplo dos banqueiros, mais ainda do endeusado Salgado do BES (mas também do beato do BCP ou do "guru" da gestão do BPP), é elucidativo quanto à falácia da meritocracia que se quis impor (ainda ontem à noite na RTP1 vi José Sócrates, esse "animal feroz" acérrimo defensor das duas categorias para gáudio do público do segundo parágrafo, confessar que o seu maior erro foi a avaliação de professores) e evidencia o perigo real dos modelos unipessoais.

 

Por vezes, são necessárias tragédias para que alguns dogmas caiam. Não sei se foi desta que caíram mais duas ideias inumanas na aplicação, mas houve um abalo significativo com efeitos colaterais ainda por determinar.

 

 

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