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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Da Natureza e de Trump

A Covid-19 irá passar com o bom tempo, como um milagre.

24.03.20

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Apesar das várias teorias da conspiração sobre o Covid-19, reforça-se a certeza: a natureza provocou a redução das emissões como uma primeira lição numa época da História em que a técnica atenua "a fome, as epidemias e as guerras". Para além disso, a possibilidade da imortalidade, e da eterna juventude, que dão sentido ao corpo organológico, ia numa ascensão tal que quem passeasse na "5ª avenida de Nova Iorque corria o risco de se cruzar com algum muito rico imortal"; embora ainda distante da eterna juventude. Contudo, percebeu-se que para Trump, um dos transeuntes da avenida, o que interessava era a sua imortalidade; com ou sem ciência. Aliás, a tentativa comprovada de comprar um laboratório alemão para obter a exclusividade da vacina é uma prova de uma mente alimentada a dólares e de um superego que preenche o coração. O artigo "Trump perdido na luta contra o coronavírus", de Ricardo Lourenço no Expresso, inscreve afirmações recentes e desconcertantes de Trump: "embuste" ; "estratégia dos inimigos para me fragilizarem"; "irá passar com o bom tempo, como um milagre"; "até 1 de Abril estamos salvos"; "temos controlo total sobre a situação". O presidente dos EUA é acusado de "falsas informações que atrasaram a reacção do Governo que poderia ter salvo vidas".

Dá ideia que a natureza, que está a ser cruel através do novo coronavírus, acelerou a técnica. E o cartoon de Ruben é suficiente, espera-se, para apelar aos "cientistas" bélicos de Trump: errem no azimute: em vez de dispararem para as eleições 2020, lancem o conteúdo para outro planeta algures fora da galáxia; e que as democracias aprendam a lição com tantos excessos e tanto offshore.

Nota: Um texto recente de José Gil, no Público, talvez explique a queda da fanfarronice do presidente dos EUA:

"(...)Este medo é, sobretudo, o medo dos outros. O contágio vem inopinadamente, violentamente e ao acaso. Qualquer um, estrangeiro ou familiar, pode infectar-nos. O acaso e o contacto passam a ser perigo e ocasião de morte possível, e todo o encontro, um mau encontro. Neste sentido, o outro é o mal radical.(...)".