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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

da moral e dos actos dos políticos

07.03.16

 

 

 

 

"Se o deputado mente na declaração de património entregue no tribunal constitucional, a sua condição de eleito não o coloca acima da lei nem do juízo moral dos cidadãos", foi mais ou menos assim que registei a indignação com o caso recente da ex-ministra das finanças. O argumento derivou de um contraditório com um defensor do acto de Maria Luís que advogava uma qualquer separação entre os actos dos políticos e juízos morais. Ora bem: a ex-ministra não mentiu e está a cumprir a lei, mas isso não significa que não deva respeitar a ética mais elementar que é exigida como mínimo de sensatez. Por outro lado, é legítimo um juízo moral ao caso em si, uma vez que não se intromete em questões do género da orientação sexual ou do credo religioso. É neste último sentido que considero pertinente o argumento que registei para iniciar o post. Por vezes, temos mesmo que nos beliscar com o teor da discussão.

 

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