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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da imagem da CGD

19.06.16

 

 

 

"Não concordo com uma comissão parlamentar de inquérito à CGD", disse Daniel Oliveira no Eixo do Mal de ontem. Para este comentador, que foi do BE, é do Livre e apoia o Governo, está em causa a imagem da instituição que sofrerá estragos com o inquérito porque se tornarão públicas uma série de irreguralidadades que os mentores (arco governativo) até já conhecem. E é isto. "Escondem-se" irregularidades em nome de uma suposta imagem e de um tortuoso interesse público. Imagine-se o que diria o comentador se a PàF usasse o mesmo argumentário nos casos da banca privada (e qualquer que seja o momento jurídico e público de uma instituição): o mainstream sabe o que se passou e chega: ponto final. Há que perservar a imagem; em caso contrário, sai mais caro aos contribuintes.

 

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15 comentários

  • Claro. Mas defender a não realização tem um efeito ainda pior.
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    Não posso concordar. As acções ou têm um propósito ou não passam de decorações. Mais vale não tapar o sol com a peneira. Além do mais convém dizer que a fragilização da CGD não é de facto do interesse nacional, apenas estamos a abrir as portas para que seja tomada por interesses não nacionais.
  • Percebo tudo isso. Até posso considerar sei lá o quê a proposta de comissão parlamentar de inquérito feita pelo PSD e que me parece que terá participação na convocatória por parte do BE e do CDS. Estas comissões podem resultar em nada ou quase. Mas desaparecem do regime do parlamento? Os contribuintes financiaram 20 mil milhões em oito anos na banca privada mais 4 mil este ano na CGD. Isso não merece uma comissão?
  • A CGD não está cotada em bolsa. Só cai se o poder político quiser.
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    Não merece sequer uma nota de rodapé porque estamos a aceitar ser manipulados, a aceitar uma miragem como moeda real - https://enclavept.wordpress.com/2014/12/09/limpar-a-lama/

    Há avaliações e avaliações, no dia que se os analistas considerarem que há "muitos problemas" de gestão na CGD lhe garanto que o seu valor e capacidade de operação cairão a pique - abrindo caminho para que um político cheio de boas intenções "liberte" o erário público deste "risco".
  • Percebo. Mas temo que assim seja pior. Como alguém disse, o caso CGD tem de ser o limite da impunidade. Se alguém convoca uma comissão, que se faça, que se identifique quem deve ser identificado e que se avance. Estamos de tal modo, que já não é apenas o sistema que faliu. O regime está a abanar demasiado e oscilará mais com apelos à falta de transparência.
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    Eu entendo o receio do Paulo mas julgo que é infundado.

    Como poderia ser pior? Ninguém (mas mesmo ninguém) acredita na transparência política e muito menos na salubridade das relações entre a economia e a política. A credibilidade já foi. A escolha que nos é apresentada é se queremos continuar a assistir a mais melodramas coreografados e transmitidos em directo que terão zero consequências reais - como todas as comissões parlamentares. Para quê ser espectador de algo que sabemos que é uma farsa? Para manter o regime? Porquê?
  • Percebo o ponto de vista. É uma queda sem fim?

    Mais logo passo pelo link sugerido. Obrigado.
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    É uma queda até que algo de novo apareça dada a incapacidade total de regeneração mostrada.

    Se me pergunta se há salvação para o actual estado de coisas... a resposta parece ser não. Não há poder político e há demasiados excluídos, pessoas empurradas para as margens para definharem só para que tudo se possa manter tal como está para benefício de alguns.
  • Tendo, tento, pelo menos, para o optimismo. Ou melhor, tento contrariar o pessimismo. Mas reconheço "autoridade" ao argumento "... a resposta parece ser não". Dá ideia que se foi muito longe nos últimos 30 anos de neolberalismo (palavras do FMI :)); nesse texto, também se reconhece o erro da austeridade da troika. São apenas sinais de desespero? Haverá uma qualquer autenticidade nestas conclusões?
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    Há muito que se lhe diga mas deixe que lhe pergunte... conhece a história do FMI e do BCE? Vale bem a pena ver o percurso da instituição e dos seus quadros ao longo do tempo.

    Mas para o que nos interessa no presente não será a questão central "porque é que nos estamos a entregar aos caprichos de organizações que não controlamos em nada?" Esperamos algo da providência divina? Há alguma razão para que tais corpos estivessem preocupados com o nosso bem estar ou mesmo sobrevivência? Devemos olhar para fora em busca de salvação? D. Sebastião virá de Bruxelas ou Frankfurt?
  • Ah, sim, claro. Conheço. Toda a escola do Goldman Sachs, digamos assim.

    Percebo. Sem dúvida. Uma equação difícil, mas é a equação.
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio

    19.06.16

    Vá mais longe... às ideias e instituições que as precederam...

    Não lhe chamaria uma equação. São perguntas. Dependendo da resposta que lhes damos assim determinamos o que fazemos (se formos homens de coerência e lógica claro). Penso que a maior parte das pessoas acaba por afastar estas questões porque não gosta do sítio onde as respostas as podem levar - um reflexo equivalente ao da criança que tapa os próprios olhos acreditando que assim os outros também não conseguem ver. Esquecem-se é que o não responder é em si uma resposta, com consequências.
  • Irei.

    Sem dúvida.
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