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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da hegemonia americana

14.01.14

 

 

 

 

Não simpatizo com o primarismo antiamericano e reconheço as virtudes dessa sociedade. Mas os Impérios são o que sempre foram e vivemos tempos em que a cultura americana parece ter derrubado todas as fronteiras acentuando também a decadência da Europa. Para além disso, não se conhecem bons resultados na importação de modelos de sociedade com géneses e histórias tão diferenciadas.

 

Foi num Nobel norte-americano, Joseph Stiglitz, que li, em 2009, que a crise que se iniciou em 2007, e que ainda perdura, se devia "à corrupção ao estilo americano". A economia global impôs uma série de multinacionais norte-americanas, da alimentação à informática e ao cinema passando por inúmeras actividades que condicionaram o modelo de vida e de sociedade, que arrastaram consigo os conceitos de meritocracia e de mercado como patamares acima da dignidade pessoal e profissional das pessoas e que estabeleceram novas balizas éticas.

 

É também isso que se vai observando no estranho caso do presidente Francês, onde a conhecida hipocrisia moral que vigia a política norte-americana parece ter entrado de vez na política de um dos países europeus que mais se tem esforçado por marcar o seu espaço identitário.

 

 

 

 

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