Em busca do pensamento livre.
Terça-feira, 11 de Março de 2014

 

 

 

A reestruturação da dívida pública é, há muito, um género de muro. Há uns quantos que mudam de lado porque já não vêem margem para mais sacrifício nos do costume: funcionários públicos, pensionistas e todos aqueles que não fogem a impostos ou que estão sem emprego.

 

Mas mais: os notáveis, que já incluem consultores de Cavaco Silva, sabem que o grupo que paga a crise não tem qualquer responsabilidade no despesismo e que os beneficiários da dívida são os mesmos que capitalizaram na sua construção através da "institucionalização" da carteira de rendas que capturou o Estado e do apelo ao consumo desenfreado. Começa a ser sei lá o quê que suguem a dobrar ou a triplicar. A coisa pode mesmo descambar, claro.

 

É natural que Passos Coelho defenda os seus: os beneficiários da dívida. Disse-o desde o início e cumpre paulatinamente a missão. Também é natural que o PS se enrole na semântica e prefira a "renegociação" já que a sua vida interna é o que se imagina.

 

Mas há um dado inquestionável que é do género que costuma antecipar a queda dos muros: o discurso dos notáveis, dos consultores de Cavaco e dos adeptos da "renegociação" passou para o lado dos outrora radicais. E já se sabe: Cavaco Silva é muito cauteloso e sempre acertou no totobola à segunda-feira.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:38 | link do post | comentar | partilhar

13 comentários:
De anónimo a 11 de Março de 2014 às 21:38
Não, não sou Profeta... mas qualquer um com "2 dedos de testa" consegue prever o que aí vem. E, acredite, é bem pior! Os políticos, a troca de uma falsa esperança, estão a esconder a verdade de si. Os €uros deles já estão a salvo em off-shores, Suiça ou até, como no caso do Portas, no... Deutsche Bank! No entanto, eles dizem-lhe para confiar na Banca Portuguesa. Viu o que sucedeu no Chipre? A dívida pública é insustentável e é por isso que tem estado a ser (mal) reestruturada através do seu "rollover". Apenas adia-se, para já, o problema. Dentro de 3/4 anos será necessário um "hair-cut", o que na prática, significará um "default". E aí, das duas uma: ou teremos a saída do € ou um 2º resgate. Em qualquer dos casos, os seus depósitos bancários... quem avisa...


De Pinto2014 a 11 de Março de 2014 às 21:42
Deixe-se de andar a meter comentários ao serviço do PM.
Já não se aguenta ouvir esse paspalho Passos Coelho!
É mais que teimoso!
É mais que burro!
de facto há que correr com ele e sua equipe!


De Rui Ferreira a 11 de Março de 2014 às 21:44
O governo começa finalmente a ficar isolado!


De Parasitagem Abrileira a 11 de Março de 2014 às 21:46
Temos um regime eleitoral NEPOTISTA e CORRUPTO ATÉ À MEDULA. Os vossos deputados já estão escolhidos em listas antes mesmo de vocês votarem, pela ordem dos FAVORES QUE IRÃO FAZER aos grandes grupos que FINANCIAM OS PARTIDOS. Enquanto não tivermos o VOTO DIRECTO e NOMINAL, esqueçam: vamos continuar a ter uma AR CORRUPTA que continua a parasitar o contribuinte e a defender os seus interesses como sempre tem feito desde 1974, usando a Constituição estalinista que aprovou na ressaca do PREC como álibi. Têm dúvidas? Dívida pública em 1974: 10%; agora 126%. Acordem! HÁ QUE SACUDIR ESTE REGIME PODRE E CORRUPTO PELOS ALICERCES! Começando pela fonte de tudo: O MÉTODO DE ELEIÇÃO e o SISTEMA DE JUSTIÇA!


De Pinto2014 a 11 de Março de 2014 às 21:53
Parasitagem Abrileira? Outro infiltrado. Vá para a universidade de verão, Homem,


De Curioso a 11 de Março de 2014 às 22:03
É muito perigoso falar de reestruturação da dívida; os mercados ficam inquietos. Ainda hoje , quis ir ao Bolhon comprar carapau , e não me deixaram entrar.


De Parasitagem Abrileira a 11 de Março de 2014 às 22:04
Os jovens que exijam um superavit de 5% ao ano - nem falo num défice zero. Porquê? Corresponde ao défice médio que este país teve em 38 anos, e para voltarmos ao ponto em que Salazar e Marcello Caetano deixaram o país em 1974, com uma dívida pública de 10%. E tomem nota: esta esquerdalhada abrileira parasita chula e calaceira que vos fala no fim da austeridade só quer uma coisa: VIVER ÀS CUSTAS DAS DÍVIDAS QUE VOCÊS IRÃO PAGAR. Não há dinheiro? Azar, corta-se nos funcionários públicos, através dos salários ou despedimentos. Quanto às reformas, recalculam-se por igual, dando o justo valor a quem descontou e acabando com as pensões milionárias e parasitárias. PPPs e SCUTs: vão todas para tribunal. Abram os olhos! Pensem pela vossa cabeça!


De Pinto2014 a 11 de Março de 2014 às 22:19
Que ganda confusão na sua cabeça...


De paulo prudêncio a 11 de Março de 2014 às 22:31
Algumas pessoas parecem muito nervosas.


De Maria Silva a 11 de Março de 2014 às 22:45
Antecipando alguns dos comentários que se vão ouvir nos próximos tempos sobre este assunto, adianto algumas possibilidades:

"São Doidos!!!"

"São comunistas!"

"A culpa foi do Sócrates!"




De paulo prudêncio a 12 de Março de 2014 às 21:57
:)


De Pgl a 12 de Março de 2014 às 14:44
Para negociar é preciso querer e acima de tudo, SABER! O menino Passos Coelho, subserviente, não quer incomodar quem o sustenta. Não sabe e, como prefere o caminho da dependência, tem medo que lhe faltem as mesadas prometidas. É está a "filosofia política" que, de sucesso em sucesso eleitoral, se vai consolidando e destruindo a capacidade produtiva e empreendedora do pais. Com este cenário demasiado pobre e leviano, acima de tudo o que precisamos é de aumentar a produtividade nas empresas, exportar, mais cidadania e criar emprego. Temos muitas riquezas em Portugal e muito mercado por explorar. Em suma, reduzir o poder desta gente que vive de negocios à custa do orçamento e de subsídios e prateleiras em cargos públicos, nacionais e europeus.


De paulo prudêncio a 12 de Março de 2014 às 21:57
Bem observado, se me permite.


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