Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da difícil equação eleitoral

29.09.15

 

 

 

 

Mesmo que haja água salgada em Marte, quem quer uma "derrota definitiva" de Passos e Portas, semelhante à de Sócrates, tem de equacionar a vitória do PS apesar da memória dos seus últimos governos rejeitar (o pavor aos socratistas e aos absolutismos diversos) uma maioria absoluta. Pode ser um legado injusto para António Costa, como também será injusto e descontextualizado para a CDU e o BE apontar-lhes a queda de Sócrates (e a chegada da troika) "coligados" com o PSD e o CDS. E o dilema acentua-se em modo interrogativo: como votar para garantir que a coligação perde e o PS não tem maioria absoluta?

 

A_Colorful_Cartoon_Businessman_Stuck_In_a_Dilemma_

 

6 comentários

  • Não considero, obviamente, um falso dilema mas percebo o comentário. Quem for militante de um partido à esquerda do PS, ou mesmo simpatizante convicto, considerará o dilema falso. Também se compreende a profunda desilusão com o denominado arco governativo e os professores andam há uma década mais preocupados em derrotar quem está a governar. Temos de aceitar que esse sentimento levará a algum voto útil, como aconteceu com a derrota de Sócrates. Sinceramente: desejo a derrota da coligação como primeiro objectivo e quanto ao resto só tenho dúvidas. Vamos aguardar.
  • Sem imagem de perfil

    António Duarte

    29.09.15

    O falso dilema reside no facto de que a derrota dos pafes não precisa de ser a vitória do PS, nem convém que seja.

    Pode ser apenas uma meia-vitória, que nem o PS, por aquilo que é e os interesses que representa, merece mais do que isso.

    E também devemos aprender um pouco com os erros recentes e evitar repeti-los: foi a ânsia irracional em apear o socratino do poder em 2011 que nos trouxe a maioria absoluta da direita, em vez de abrir mais o espaço político e eleitoral à esquerda do PS.
  • Percebo. O problema está na letra e no espírito do post: como é que cada eleitor escolhe nesse sentido e daí o dilema. Para os militantes ou simpatizantes convictos, que votam sempre no mesmo partido, não há dilema. Para os outros não é bem assim e daí a ideia do voto útil. Não é fácil, não.
  • Sem imagem de perfil

    António Duarte

    29.09.15

    Para mim, que não sou militante partidário, escolher em quem votar em cada eleição é sempre um dilema. Mas o PS, enquanto não demonstrar ser um partido de esquerda, estará sem dúvida fora da lista de opções.

    A questão do voto útil daria uma longa conversa. Tentei aflorar alguns pontos aqui...
    https://escolapt.wordpress.com/2015/09/29/um-falso-dilema-ou-a-inutilidade-do-voto-util/
  • Claro. Compreende-se perfeitamente os argumentos. Gostei de saber que Stglitz e Piketti estão ligados à nova liderança dos trabalhistas britânicos. Espera-se que a Europa abandone o sentido único. Já lá vou ao blogue.
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.