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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Concursos de Professores: Candidaturas não é Sinónimo de Candidatos

11.05.20

Captura de ecrã 2020-05-11, às 20.16.09.png

O leitor dirá que é óbvio: o substantivo candidaturas não é sinónimo do substantivo candidatos. Mas na mediatização dos concursos de professores, confunde-se sistematicamente os leitores. Quem olhar para o título da notícia da imagem, concluirá: se há cerca de 53.000 candidaturas como é que há falta de professores? O que é preciso saber é que um professor pode fazer 2 ou 3 candidaturas em mais do que um ciclo de escolaridade ou disciplina (grupo de recrutamento na actual linguagem técnico-militar), para além da educação especial. 53.000 candidaturas (mais 2 ou 3 mil do que no ano passado, já que se sente o desemprego em muitas áreas e provavelmente também no privado escolar) podem ser cerca de 35.000 candidatos; ou até menos do que isso. Se na notícia se alude a este facto, a finalização do texto reforça a imprecisão: "dos 35 grupos de recrutamento existentes, os que têm mais candidatos são os do 1.º ciclo (10.532), educação pré-escolar (4500) e educação especial (4500). Os grupos com vagas neste concurso são os do 1.º ciclo (206 vagas), educação especial (90), Matemática (62 vagas) e Português (61 vagas)." Ou seja, os grupos que têm mais candidaturas, e não candidatos, quase 40% são do 1.º ciclo (10.532), da educação pré-escolar (4500) e da educação especial (4500). Como há 35 grupos de recrutamento, é fácil intuir que escasseiam os candidatos  para alguns dos outros grupos.

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