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Correntes

em busca do pensamento livre

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Burnout na lista da OMS

28.05.19

 

 

Captura de ecrã 2019-05-28, às 11.26.52.png

"O burnout – síndrome do esgotamento profissional – já entrou oficialmente na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).(...)"

Há muito que se percebeu que existe um esgotamento das capacidades volitivas. O corpo reage. A energia psicológica não é inesgotável. Os muito difíceis estudos empíricos neste domínio deram passos e foram fundamentais para comprovarem os efeitos da saturação da vontade. O psicólogo Roy Baumeister é citado com importantes contributos. Criou o conceito "depleção do ego". É como se a vontade fosse um músculo que deixa de ser irrigado; acelera a queda de açúcar e cria um efeito geral de fadiga. Estes estudos foram usados para explicar o burnout dos professores que tomam dezenas de decisões diárias debaixo de forte ansiedade. Daí ao esgotamento é um passo frequente com o prolongamento das carreiras associado a um indicador fundamental: o número de horas de sono. Ou seja, abandonámos o tempo das incertezas em relação ao burnout, com os professores, o tal caso da nação, como um dos principais casos de estudo por terem sido alvo, na última década e meia, de uma acentuada degradação da carreira (e não apenas em Portugal; obviamente).

Uma curta nota sobre a manifestação do burnout em idades cada vez menos avançadas: É também por isso que se contraria a precocidade na especialização desportiva. Os modelos de formação bem sucedidos são graduais na exposição aos quadros competitivos e "exigem" que as políticas de competição escolar (as mais diversas e não apenas as desportivas) destinadas às crianças e jovens sejam diferentes das aplicadas aos adultos. Em geral, quem começa muito cedo a competir como se de um adulto se tratasse atinge a saturação volitiva quando era esperado um rendimento que maximizasse as potencialidades.