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Correntes

em busca do pensamento livre

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avaliação e objectivos

20.02.14

 

 

 

 

 

Metemos umas pilhas alcalinas num telefone portátil da rede fixa e não correu bem: duraram pouco e iam danificando o aparelho. Nada melhor do que ir ao centro da cidade e comprar umas não alcalinas numa loja do comércio tradicional. As incursões, cada vez mais raras, ao centro urbano do sítio onde se vive há mais de duas décadas são viagens no tempo. Ao lado da loja das pilhas sobrevive a renovada Mercearia Pena (since 1909) de visita obrigatória; e a surpresa foi completa.

 

 

 

 

Numa prateleira bem visível dou com embalagens da marca Rajah. Fiquei perplexo. Não são as tradicionais, em cartão, mas o alumínio transporta o milagroso pó de caril que só me chegou importado durante mais de três décadas e que está agora a 10 minutos de caminho pedonal (aproveito para aconselhar a versão medium, pois a hot é muito exigente)

 

 

 

E já que estamos a viajar no tempo, importa sublinhar que Daniel Stufflebeam e Michael Scriven, nos seus estudos (década de setenta do século passado) sobre teoria da informação e definição de objectivos, alertaram para a ASO, avaliação sem referência a objectivos, em alternativa à ACO, avaliação com referência a objectivos.

 

Ou seja, acontecia, e normalmente em programas aplicados por quem desconhecia o denominado terreno, que as práticas provocassem resultados opostos aos enunciados nos objectivos.

 

Valeu-me a ASO, realmente. Avaliei, ou seja, tomei a decisão de comprar as pilhas em local seguro, e atingi-o, mas consegui um objectivo mais importante e não previsto no planeamento.

 

 

 

 

 

 

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