Em busca do pensamento livre.
Domingo, 3 de Junho de 2018

 

 

 

3ª edição.

 

"Aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende.", diz o professor José Pacheco ligado ao projecto "Escola da Ponte".

Esta antiga discussão (o fim anunciado da secular escola-indústria) emerge quando mudam governos e se lançam "novas" reformas. Foi assim, por exemplo, "na segunda metade do século XX" com Freinet, Montessori e Summerhill e mais recentemente com as plataformas de comunicação como o Moodle. No último caso, e o que pode ser uma solução prometedora com adultos ou jovens adultos, torna-se um processo descontrolado se generalizado com crianças e mais ainda em turmas numerosas. E depois há os extremos. Os entusiastas dos modismos que se apressam a classificar de acomodados os tradicionalistas da escola-indústria ou os radicais da tradição que se acham no fim da história por "irrefutabilidade" do modelo vigente.

Há alternativas. Exigem estudo e progressão e obrigam a testar.

Exemplos? Se terminamos com campainhas, não o fazemos de supetão. Começamos pelo início das aulas mantendo os toques que indicam o fim dos intervalos maiores, de seguida vamos às extremidades horárias e por ai fora. Se compete ao professor decidir pelo momento de intervalar aulas de 90 minutos, escolhemos primeiro algumas disciplinas de anos iniciais de ciclo e vamos generalizando com a preocupação de manter o silêncio nos corredores. Se introduzimos telemóveis nas aulas, ou sofás como é moda nesta altura, usamos uma progressão disciplinar. Se queremos eliminar manuais e trabalhos de casa, introduzimos progressivamente versões digitais e asseguramos apoio ao estudo bem criterizado. Se acabamos com "aulas de substituição", responsabilizamos os alunos pelas escolhas "escolares" alternativas. Se precisamos de provas para avaliação externa, escolhemos os anos, mantemos o modelo durante anos e contrariamos as tentações internas de criar provas globais por disciplina e ano de forma a não condicionarmos a liberdade de aprender e ensinar e de procurar soluções que busquem a asserção fundamental: há poetas vivos.



publicado por paulo prudêncio às 11:25 | link do post | comentar | partilhar

2 comentários:
De mario silva a 5 de Junho de 2018 às 00:54
e porque não se fala do meio universitário?
o que diria Pacheco da metodologia de aprendizagem que lá fazem?
dos critérios de avaliação medievais e castradores?
como é possível ter este sistema educativo ambivalente, a roçar o esquizofrénico, em que no ensino básico e secundário se implementa os modelos pedagógicos mais modernos e no ensino universitário no modelo que se usa há décadas (e paradoxalmente é nesse meio que são propostos os modelos pedagógicos de ensino-aprendizagem)?


De paulo prudêncio a 5 de Junho de 2018 às 19:15
Enfim.


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