Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

aprender com os anos

11.03.17

 

 

 

Antecipar e seleccionar a estratégia, é ainda mais complexo em tempos de absolutização do presente. Todavia, essa condição vigente não nos liberta do futuro. Esse é, obviamente, irreversível. 

Uma questão escolar portuguesa passa pelo ensino secundário para todos. O que mais nos envergonha é a baixa conclusão desse nível. Mas precisamos de um ensino secundário consistente. Um ensino secundário com a formação geral comum aos três anos e com "especializações" nos ensinos regular e profissional. Uma formação geral que contemple o equilíbrio curricular numa sociedade em pleno movimento. Isso será investimento na ciência, na qualidade da formação, no número de pessoas da classe média e na riqueza da nação. E mais: é essencial que os anos que antecedem o secundário sejam universais, generalistas, de currículo completo e inclusivo. Os países ricos e democráticos eliminaram o estreitamento curricular por três motivos principais:

1. 60% do sucesso escolar está na sociedade e 40% na organização escolar;

2. os alunos que "querem aprender" fazem-no em qualquer sistema porque beneficiam da ambição escolar das famílias ou de boas condições sócio-económicas;

3. instituíram como desafio primeiro elevar os que "não querem aprender" à conclusão de um ensino secundário que não feche portas ao superior nem ao mercado de trabalho.

O que foi escrito começava a fazer parte da história portuguesa antes da chegada intempestiva de David Justino, Lurdes Rodrigues e Nuno Crato: três erros crassos por motivos diferentes; três radicais "reformadores"; três com políticas insensatas; três com políticas não moderadas.

E não será bem como na imagem: aprende-se com os danos, mas também se devia aprender mais com os anos.

30359567032_703572cd85