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Correntes

em busca do pensamento livre

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Afinal, os alunos cabem nas escolas públicas

19.09.17

 

 

 

 

Em dois anos, a rede pública das Caldas da Rainha (e dos concelhos próximos) integrou 850 alunos de um colégio "privado" (CRDL). Leu bem: 850 (oitocentos e cinquenta). No auge (2012/13) da contestação aos colégios "privados" redundantes, o argumento usado pelo poder político, e não só (basta googlar), era taxativo: os alunos não cabem nas escolas públicas.

A cidade das Caldas da Rainha foi um centro do processo com 1 colégio e 4 escolas públicas. Em 2012/13, e quando o CRDL atingiu o pico de frequência (1180 alunos para 39 turmas financiadas mais 5 de ensino profissional), as escolas públicas registaram perto de uma centena de professores sem componente lectiva. Os números estabilizaram até 2015/16, ano em que se iniciou a transferência decorrente do cumprimento da lei e de um longo processo resultante da coragem informada de uns quantos.

Em 2017/18, o CRDL regista 330 alunos (portanto, 1180-330=850) para 10 turmas financiadas mais 3 de ensino profissional. As escolas públicas contabilizam um número residual de professores sem componente lectiva e dezenas de novas contratações. Uma das escolas públicas regista 75% da ocupação no 2º ciclo (pode ainda receber 130 alunos para 5 turmas) e 30% no 3º ciclo (pode ainda receber mais de 200 alunos para 8 turmas).

Ou seja, e para quem estudou os graves erros estratégicos cometidos na rede escolar nacional, houve um desperdício de milhões de euros e um prejuízo incalculável na vida de inúmeros profissionais dos dois sistemas.

 

alunoscabem

 

2 comentários

  • Obrigado pelo comentário.

    As suas opiniões têm dados que não estão correctos.

    "Estava prevista a construção de uma escola pública onde hoje está esse Colégio mas não havia verbas para isso."

    "Apareceu então um privado que se substituiu ao estado na construção da escola e obteve contrato de associação para colmatar a dita sobre-lotação da rede. Até este momento qual a ilegalidade cometida?"

    e

    "Mais, e se o estado tivesse realmente construído uma escola pública naquele local? Também se iriam retirar todas as turmas dessa escola e encerrá-la?".

    Concordo com a generalidade do comentário, mas as questões que copiei e colei não correspondem à verdade.

    Fui Presidente do Conselho Executivo de uma das escolas nessa fase e conheço muito bem os detalhes. Vai desculpar-me, mas como já escrevi tanto sobre o assunto remeto-o para um debate em que participei sobre o assunto em 29 de Maio de 2013. Fui convidado em conjunto com o prof. Santana Castilho e com os candidatos à Câmara Municipal.

    Tem a notícia em

    http://correntes.blogs.sapo.pt/1762561.html

    Mas mais importante. Divulguei os tópicos da minha intervenção onde detalho a cronologia dessa história com factos que são incontestáveis.

    Está em:

    http://correntes.blogs.sapo.pt/1756474.html

    Se assim entender, tem no link seguinte muita informação sobre o assunto:

    http://correntes.blogs.sapo.pt/?skip=20&tag=em+defesa+da+escola+pública

    Atenciosamente.
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