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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

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A revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta?

14.04.24

A propósito da revolução ultraliberal, também nos costumes, que a presença da troika apenas destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta; e talvez esteja em curso uma revolução contrária à do 25 de Abril de 1974.

Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais, mas podem não ter força. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens da ideologia ultraliberal estão mais carregadas. Nascem empedernidos debaixo de quase todas as pedras e diariamente. Se muito do mal não é reparável, e se é mais rápido e fácil destruir do que construir, há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.
"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"