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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

a natalidade como mais uma epifania

24.02.14

 

 

 

 

O Governo afirmou-se para além da troika, anunciou o empobrecimento irreversível e convidou os jovens adultos a emigrarem. Foi assim em 2011. Tenhamos alguma memória.

 

Três anos depois, e quando se sabe que Portugal é o único país da troika a sair da crise com menos população e que está com sérios problemas demográficos, o primeiro-ministro anda por aí a corrigir o discurso. Passos Coelho teve mais uma epifania: a natalidade.

 

 

 

5 comentários

  • Haverá uma componente cultural e civilizacional, concordo. Mas o desemprego nos jovens adultos, e nos outros grupos, a supressão do futuro e a absolutização do presente, a mobilidade das pessoas (é difícil dois jovens adultos com ambição profissional viveram na mesma cidade, a menos que um abdique), os horários laborais e escolares e por aí fora não são variáveis a desprezar; pelo contrário.
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    Lúcio

    26.02.14

    Serão variáveis a considerar, por certo. Mas as mesmas, concordará, seriam também actuantes há 10, há 20, há 30 anos, sem que a mortalidade superasse, como agora, a natalidade. As variáveis mais relevantes a considerar são de outra ordem (e neste elenco não há qualquer juízo de valor): alterações sociológicas significativas na família (sua estrutura, funções, durabilidade, natureza); subalternização da maternidade em relação à carreira profissional; alteração do estatuto da mulher; centramento no indivíduo; endeusamento da criança. Este último factor, ironicamente, é determinante. De tal modo "ter um filho" a quem nada faltasse (os melhores e mais disponíveis pais, os melhores pediatras, os melhores colégios, as melhores universidades...) se tornou relevante que, a "paternidade responsável" só pode acontecer uma vez. Ou nenhuma.
  • Claro. "Subalternização da maternidade em relação à carreira profissional" que se acentua com a sobreposição da carreira profissional e dos horários laborais em relação ao tempo para as crianças. Nos posts sobre a obesidade infantil que tenho publicado também se refere outra variável: o desaparecimento do tempo livre para as crianças. Tanto planeamento deve assustar os adultos.
  • Sem imagem de perfil

    Lúcio

    26.02.14

    Afinal, até estamos de acordo; a "solução económica" (panaceia dos menos atentos) não é "a" solução.
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