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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Das Escusas

09.01.23
Post publicado em 28 de Novembro de 2012. Dez anos depois, nada mudou. Agravou-se porque as progressões na carreira estão sujeitas a cotas e vagas. Escrevi assim: A avaliação de professores entrou no desmiolo conhecido. Já cansa mesmo. A única informação relevante é sobre o pedido de escusa por parte dos possíveis avaliadores. Concordo e ponto final. Só faltava termos os sindicatos a (...)

A Impressionante Manifestação de Professores Espantou o Medo

03.01.23
  A impressionante manifestação de 17 de Dezembro de 2022 voltou a provar que os professores não são instrumentalizáveis e espantou o medo. Com quase 2 décadas de parcialidades e injustiças, há muitos casos até de medo de voltar a ter medo que se mistura com descrença e saturação. A falta estrutural de professores deve-se às políticas na carreira, na gestão das escolas e na avaliação injusta e kafkiana. O clima de parcialidade, e de farsa burocrática, não é (...)

Novamente o Medo de Ter Medo

28.12.22
Escrevi em 3 de Junho de 2011: "(...)Não sei se o caso France Telecom foi consciente. Não tenho dados para o veredicto. Do mesmo modo, permito-me dar lugar aos que especulam que o que se viveu em Portugal nos últimos anos foi de premeditação inconsciente embora com resultados igualmente desastrosos. O que mais me impressionou neste período, e que me oxigenou a não desistência, foi a (...)

Professores contra Professores é o Efeito Destas Tiradas Mediáticas

01.12.22
Professores contra Professores é o efeito destas tiradas mediáticas. Tem sido sempre assim nas últimas duas décadas. É evidente que atingem outro objectivo: denegrir a imagem dos professores e precarizar a sua condição profissional; e, claro, contribuir, de forma consciente ou não, para a falta de professores. Francamente: todos sabemos que os professores antes de Bolonha (e do mestrado exigido para se entrar no quadro) tinham a formação académica e profissional mais do que (...)

A Escola e a Dança dos Homens (2)

01.11.22
  "Se houvesse um povo de deuses, ele governar-se-ia democraticamente. Um governo tão perfeito não convém a homens" (1). Esta conclusão explica o ministério da educação das últimas duas décadas, em que houve homens acima dos deuses e da democracia. Se a entropia social evidenciada em 2008 expôs a "lei de bronze da oligarquia" (ideia de Robert Michels) que condicionou os governos, na escola portuguesa a dependência ficou a cargo de uma dança de homens que descolou o discurso (...)

Horas Escolares

16.10.22
  (a intemporalidade das reedições)  Primeiro que tudo – e convém esclarecer – horas escolares é uma questão pessoal. Não consigo resumos para tão pouco tempo. Sou pouco dado a coisas rápidas. Sonhei viver uma eternidade acompanhado das pessoas que mais amo. A angústia da luta contra o tempo desgosta-me. Feitios. Acima de tudo, confesso, gosto da solidão do meu (...)

Da Confiança como Chave, a Exemplo da Autonomia e Da Responsabilidade

12.10.22
Há muito, pelo menos desde a década de 1990, que a confiança é a chave da sociedade da informação e do conhecimento. Mas a confiança, a exemplo da autonomia e da responsabilidade, não se decreta apenas; acima de tudo, exerce-se e educa-se em ambiente de inclusão para todos: alunos e profissionais da educação. E se a confiança nos professores é decisiva para a robustez da democracia, a chave para se perceber a "fuga" dos professores portugueses está patente nos estudos (...)

Da Falta de Professores ao Estado do Século XXI

21.09.22
(Publicado pela 1ª vez em 13 de Outubro de 2018) Já faltam professores. Quando o inverno se impuser, e o cansaço se acumular, haverá falta de candidatos às substituições. Era previsível. Foi mais de uma década a descer. Sejamos claros: somos um país pobre (em grande parte por causa da "surpreendente dimensão" da corrupção - palavras da ex-PGR -, da "incomodidade" com a transparência e da desorganização), com baixos salários e com empregos pouco atractivos. Os jovens (...)