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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

gorongosa, para uma teoria da paz restaurada

25.06.18
      Reedição no dia da comemoração do 43º aniversário da independência da República Popular de Moçambique.       (1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008)     Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.   Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975foi eleito para o momento (...)

a 20 Kms da Zika

03.02.16
        Moçambique festejou a independência (Junho de 1975) e mudei de nacionalidade por naturalidade (e naturalmente) e residência (sem direito a passaporte). Como constava (já em 1976) que os jovens da minha idade seriam enviados para a URSS, RDA ou Cuba para estudos superiores, a fuga como refugiado era a alternativa. Apesar do risco de denúncia, o passaporte português (ilegal, claro) era a única solução.   A viagem de Maputo para Lisboa tinha escala em Atenas e Geneve, d (...)

os discriminados

01.07.15
        Nasci na então Lourenço Marques e ouvia com frequência que era branco de segunda (verdade se diga que só após o primeiro inverno europeu é que percebi que não era o moreno que me achava) e que mesmo como português não seria um eleito.   Mais tarde, percebi que os que me apontavam como retornado após a fuga de Moçambique mais pareciam indígenas saídos de um país que tinha adormecido na modernidade do meu tetravô. Quase 40 anos depois, esse país apontador não (...)

o futuro de ontem

26.06.15
                      "Foram 15 dias a sulcar o Atlântico no Niassa. Perto da casa das máquinas. Em beliches coberto por números mecanográficos de soldados embarcados em viagens anteriores. De Luanda para Lourenço Marques, a viagem fez-se num B 747 da TAP. Contudo, a verdadeira experiência africana foram esses (...)

comiam tudo

30.11.14
                 É uma história aconselhável a pessoas sensíveis ao sofrimento alheio, embora contenha imagens chocantes. Se ligarem o título à imagem compenetram-se dos perigos que vão correr. Quero convocar seres deste universo e partilhar o destino de uma das minhas memórias. Só tive uma dúvida: se seria um abuso usar a imagem de um tubarão numa história (...)