Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Assim vai o mundo e a (im)paciência dos professores

02.07.18
        Começou em Outubro de 2017 mais uma devassa, a vigente, da carreira dos professores com uma declaração governativa: "os professores não recuperarão o tempo de serviço porque a sua avaliação é a única que não é por pontos e têm progressão automática". Falácias transformadas no conhecido arremesso mediático: não querem ser avaliados. Quase um ano depois, os professores conseguiram, mais uma vez, desconstruir a mentira. Nesta fase, prevalece o argumento (...)

do regresso da flexibilidade curricular

08.05.18
      Há todo o universo organizacional que cria apreensão no regresso da flexibilidade curricular. Não são as questões didácticas ou científicas. É a má burocracia. Existe o medo da repetição. Na anterior experiência (de 1998 a 2012), generalizou-se um inferno burocrático. Em regra, multiplicaram-se reuniões de agenda repetida com inutilidades informacionais. Pelo contrário, os exemplos bem sucedidos documentados investiram em sistemas de informação associados à (...)

Do envelhecimento dos professores?

20.04.18
      A média da idade dos professores subiu e sabemos os motivos. Mas não é apenas isso que explica a catadupa de baixas médicas por burnout. Os números são taxativos. O fenómeno detecta-se a partir dos 50 anos de idade ou mesmo antes. A degradação da carreira associada à hiperburocracia, à lógica do cliente escolar e à sucessão de nefastas e inconsequentes políticas educativas também explica o grave problema de saúde pública. 

burnout é reconhecido pela OMS

11.04.18
      Como o burnout é a doença mais comum nos professores (já fiz umas dezenas de posts sobre o assunto), leio as notícias sobre o tema. Desta vez, fui parar ao futebol. Já se conhecia a estratosfera em que vive a indústria que capturou todos os poderes, mas agora sabe-se que os protagonistas também sofrem de burnout. É um lado algo humorado (como é uma doença grave, não merecerá grandes brincadeiras) de um jogo que transportou a irracionalidade para níveis impensados. Ma (...)

"acordar antes das 10h da manhã é equivalente a tortura"

05.03.18
      Não sei se será equivalente a tortura, mas há todo um caminho a percorrer nos horários (escolares também). Aquela ideia do treino militar de acordar na alvorada, "produzir" até às dez e ficar à espera de um lauto, e bem regado, almoço que finaliza a jornada laboral, será aceitável para o próprio mas nunca recomendável como regra exemplar; e muito menos imposta. São já inúmeros os estudos a fundamentar a sensatez e a sublinhar que o pico laboral pode ocorrer (...)

a energia psicológica esgota-se?

09.02.18
      A especialização desportiva percebeu o esgotamento das capacidades volitivas. A energia psicológica esgota-se. É por isso que se contraria a precocidade. Os modelos de formação historicamente bem sucedidos graduam a exposição aos quadros competitivos e exigem que a competição escolar (não só a desportiva) destinada às crianças se diferencie da aplicada a jovens e adultos. Em regra, quem começa cedo a competir como se de um adulto se tratasse, atinge a saturação (...)

Escolas do século XXI?!

05.11.17
      Não haja ilusões: enquanto uma décima for determinante no sacrossanto acesso ao ensino superior e a desconfiança se impuser como controlo burocrático das aulas que questionem - e das que não o façam, já agora - a normalização, adianta pouco discutir uma "outra escola" para o século XXI. A imagem da flexibilidade curricular está invertida com esse propósito. Explico-me. Nem se trata de discutir se os alunos aprenderão mais ou menos com tecnologias (...)

da tendência de falta de professores

27.09.17
        Ficaram professores por colocar? Sim; em poucos grupos de recrutamento (uma modernice vocabular recente e evitável) é um facto. Mas uma passagem pelas listas dos professores não colocados ou de reservas de recrutamento, regista um número reduzido (ou ausência) de candidatos para várias disciplinas. É uma tendência que se agrava e que abrirá telejornais. Com a "eterna" precarização dos professores contratados (há quase duas décadas nos vínculos e salários) (...)