Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.
A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia (...)
Há anos, mesmo há décadas, que se constata no sistema escolar: o inferno da hiperburocracia é um rol de inutilidades e é inamovível. Se a sociedade portuguesa até tem alguma obra feita na desburocratização, o sistema escolar é um mundo à parte onde saber de procedimentos de gestão parece uma excentricidade. Tanto como no MEC, os actores das escolas parecem asados para o inferno.
Há escolas no centro da Europa onde, por exemplo, não existem actas de (...)
Estão comprovados os casos de corrupção no nosso sistema financeiro. Se olharmos para o passado recente, e para o presente, não faltam evidências: há pessoas acusadas e os que ainda não o foram são, no mínimo, responsáveis por péssima gestão (...)