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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

o que é que assinaram?

17.11.10, Paulo Prudêncio
    O que se torna incompreensível foi a pressa no entendimento de Abril 2008 e no acordo de Janeiro de 2010. Em ambos os momentos o governo estava derrotado pela força da razão e muito abalado no campo mediático. Não se aceita que se tenha assinado sem as garantias que obrigam agora a recorrer à outrora malfadada luta jurídica. Como foi possível acordar duas vezes a intenção de aplicar um modelo de avaliação tão monstruoso?     Fenprof vai recorrer aos tribunais por "ilegalidades" na avaliação de desempenho docente (...)

todas

15.11.10, Paulo Prudêncio
    Tem razão o Paulo Guinote em questionar neste post o facto do secretário-geral da Fenprof ter afirmado, em Abril de 2010, que o governo tinha respondido positivamente a todas as preocupações relativas à avaliação dos professores. É precisamente por isso que tenho escrito que é em eduquêse em má burocracia que se assinam os entendimentos e os acordos, por muito que isso custe aos (...)

foto finish

29.10.10, Paulo Prudêncio
      A maioria dos portugueses vai pagar mais impostos e ver reduzidos os seus rendimentos. Entretanto, os políticos profissionais que jogam na consola do orçamento fazem um foto finishrisível. Conselho de estado versus negociações bipartidas ou acordo assinado para esvaziar a inédita declaração de um presidente após a reunião dos conselheiros estadistas. A brincadeira foi longe (...)

mais uma vez

26.10.10, Paulo Prudêncio
      No espaço de ano e meio o governo e os sindicatos de professores romperam dois acordos. O primeiro, em 2008, chamou-se entendimento e incluía, pasme-se ou não, a aplicação do monstro da avaliação dos professores na sua primeira versão. A sua inexequibilidade e a revolta de quem estava na escola acelerou o rompimento.   No início de 2010 a história (...)

acordos II

02.07.10, Paulo Prudêncio
  "O que é a verdade?"   "Que é então a verdade? Um exército móvel de metáforas, de metonímias, de antropomorfismos, numa palavra, uma soma de relações humanas que foram poética e retoricamente intensificadas, transpostas e adornadas e que depois de um longo uso parecem a um povo fixas, canónicas e vinculativas: as verdades são ilusões que foram esquecidas enquanto tais, metáforas que foram gastas e que ficaram esvaziadas do seu sentido, moedas que (...)

para ouvir com atenção

28.06.10, Paulo Prudêncio
    Afinal, até o governo confessa que enganou os parceiros da mesa de negociação. É interessante ouvir com atenção e tirar desde logo outra conclusão: o bloco central, ou se se quiser o arco-do-poder, não consegue dar corpo a um discurso sequer semelhante; são, por muito que custe aos apagadores apressados de memórias, mais do mesmo. É esta a verdadeira encruzilhada de Portugal.  

sejamos sérios

23.06.10, Paulo Prudêncio
    Não me quero repetir, mas haverá alguém responsável pela presença numa qualquer mesa de negociação que não tenha percebido, ainda em 2009, que não haveria aumentos salariais nem progressões na carreira nos próximos anos? Ou não repararam na chuva de milhões que foram metidos nos mercados para que a grande depressão não acontecesse de imediato? Se não viram nada disto é grave. Eu vi, e sou apenas um blogger não alinhado, e escrevi-o vezes sem conta; como aqui (...)

acabaram os quadros de escola e de agrupamento; e agora?

22.06.10, Paulo Prudêncio
    Sim, e agora? O que dizem a isto as instituições que se sentam na mesa de negociação onde o ME representa S.Bento? Ficou hoje a saber-se, pela voz de um dos secretários de estado, que amanhã é publicado o novo ECD, mas que tem de se respeitar a lei 12-A/2008.   A ser assim, os quadros de professores passam a mapas de pessoal. Ficamos à espera dos próximos episódios.

actas

15.06.10, Paulo Prudêncio
      Depois de meses a fio em que os professores portugueses conseguiram heroicamente - pesei bem, foi mesmo heróico e basta ter alguma memória - derrotar uma agenda neoliberal inédita na história dos sistemas escolares conhecidos, a famigerada mesa de negociação conseguiu um nulo pardacento e demasiado perigoso para a sobrevivência de quem lá se senta; foram repetidamente avisados da falência de oxigénio. Num gesto inédito, as actas do negócio foram tornadas públicas aqui (...)

novo corte na coluna vertebral

13.06.10, Paulo Prudêncio
      (A reedição deste post deveu-se a uma discussão na blogosfera à volta da crítica aos sindicatos de professores, nomeadamente ao que tem milhares de professores sindicalizados incluindo as minhas cotas mensais desde os finais da década de setenta do século passado. Na minha modesta opinião, deveria tratar-se duma discussão de factos e de políticas. Desde logo, da não limitação de mandatos nos sindicatos e da passagem - legal, claro - de dirigentes sindicais (...)

pele

06.05.10, Paulo Prudêncio
      Foi daqui       Era bom que os habitantes da capital que preenchem os corredores do poder, que se entretêm com mesquinhos jogos florais e que nos empurram consecutivamente para fora do desenvolvimento, se colocassem por umas horas na pele de um professor contratado. Não admira que já "ninguém" queira ser professor. Para além disso, e não menos preocupante, observa-se, (...)

em que planeta é que era injusto?

04.05.10, Paulo Prudêncio
  Foi daqui   A propaganda associada à conhecida teimosia não tem remédio. São "apenas" professores contratados - têm de servir como moeda de troca e de encenação -, sabemos disso. Mas que isto dá uma grande volta ao estômago, disso não haja qualquer dúvida. Foi este o espírito com que acordaram não sei o quê de princípios em (...)

esparguete sem pergaminhos

03.05.10, Paulo Prudêncio
  Foi daqui     "O truque é não nos enganarmos a nós próprios acerca de certas coisas: pequenas ilhas rochosas no mar das próprias desilusões. Agarrá-las e não se afogar é o máximo que um ser humano pode alcançar".   Elias Canetti Dizia uma senhora que foi directora da DREN (direcção regional de Educação do norte) no período (...)

fantasmas

03.05.10, Paulo Prudêncio
    Foi daqui   A exemplo dos privados que têm o estado como único cliente, também os partidos políticos mainstream e os sindicatos associados fazem parte do sistema vigente. É um conjunto que estruturou a sociedade democrática e se acomodou.    Estas estruturas sobrevivem em sobressalto. Assustam-se ao mínimo desafio e alimentam-se na (...)