Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 18.06.18

 

 

 

Dizia-me alguém bem informado sobre avaliação do desempenho (mais ou menos assim, claro):

"Era interessante uma discussão pública sobre a avaliação nas diversas carreiras (privado também). Ainda concluíamos que, e considerando a natureza das profissionalidades, que a avaliação do desempenho dos professores é das mais exigentes".



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Domingo, 17.06.18

 

 

 

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A iniciativa legislativa de cidadãos ultrapassou as 20.000 assinaturas (20254...) e o parlamento, devidamente escrutinado, posicionar-se-á em relação ao tempo de serviço dos professores.

Foi um acto importante que traduziu a saturação dos professores. A exigência nos procedimentos de assinatura reforçou o significado. Não é a primeira vez que, na última década e meia, acontece um fenómeno semelhante: o limite da tolerância ultrapassa governos, oposições e plataforma de sindicatos. As "novas" formas de comunicação acrescentaram capacidade de organização a grupos de cidadãos. Foram sempre acções pontuais destinadas a dois ou três objectivos. Os resultados nem sempre foram imediatos, mas o tempo demonstrou a importância das iniciativas e dissipou as nuvens da demagogia e do populismo. 

É falso que se "exijam" retroactivos (seriam mais de 9 mil milhões de euros) e sempre esteve presente a negociação de um faseamento. O que agudizou a saturação (e há tantas matérias a contribuir, como se sabe) foi a ideia inicial: os professores serão os únicos a não recuperar o tempo de serviço porque são muitos e a sua avaliação não é por pontos. Ou seja, uma verdade que reforça a sua importância e uma falácia intolerável.



publicado por paulo prudêncio às 16:36 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 16.06.18

 

 

A 1ª página do Expresso diz assim:

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 11.06.18

 

 

 

O Estado, e muito bem, considerou alguns grupos profissionais como corpos especiais da função pública. Professores, Magistrados, Militares e Polícias têm carreiras com regimes próprios, mas que respeitam a lei geral da administração central. Se olharmos para os grupos escolhidos, percebemos as especificidades e o desgaste a que estão sujeitos. Até pelo exposto, políticos e comentadores associados deveriam informar-se antes de opinarem sobre os conteúdos das carreiras.



publicado por paulo prudêncio às 20:23 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 10.06.18

 

 

 

""Chumba" em avaliação polémicaDos 289 docentes avaliados(...)6 tiveram inadequado(...)uma das inadequadas, queixou-se do esforço e dispêndio de tempo que este sistema obriga(...)Não preenchi a plataforma. Quem as desenhou, colocando nos docentes o ónus do seu preenchimento, não pensou no tempo de trabalho despendido(...)defende que a avaliação não pode transformar-se num processo burocrático(...)uma das críticas mais ouvidas em 2008 prendeu-se com a carga burocrática que a construção de fichas e instrumentos de avaliação implicavam para os professores".

Quem foi a radical desobediente? Foi a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues (a notícia é recente - 1º caderno do Expresso, 2017/12/16) de um Governo chefiado por José Sócrates ("os professores nunca foram avaliados", repetia o então PM) que usou os argumentos que se voltam a utilizar para meter os professores na ordem. Aliás, a guerra aos professores (confessada pelo próprio António Costa como um facto muito negativo "decretado" em conselho de ministros desse Governo e a não repetir) já rivaliza em tempo mediático e desinformação com o assalto à Academia de Alcochete e com os episódios do "animal feroz" que preside ao clube leonino. Esta repetição com os professores cansa. Mais de uma década com a carreira devassada e precarizada (não há outra carreira em estado sequer parecido), percebendo-se que a avaliação de desempenho na restante administração pública (SIADAP) é naturalmente um fingimento e em 95% das empresas não existe. Os professores são muitos e ponto final. É falso que alguma vez tenham "exigido" retroactivos (seriam mais de 9 mil milhões de euros) e aceitaram negociar um faseamento para que não sejam os únicos a não recuperar o tempo de serviço. Grande parte do argumentário que os guerreia toca no fanatismo.



publicado por paulo prudêncio às 11:04 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 08.06.18

 

 

 

Reabriu, algures no mês passado, a época do "arremesso ao professor". Está novamente num auge. Há mais de uma década que é assim. Não há profissão mais devassada e por dois motivos principais que há muito repito: os professores são muitos e as "elites" são predadoras. Aliás, bem nos lembramos do propalado "prestigio" incorruptível da alta finança. Está num grau tão abaixo de zero que exigia comedimentos se não fosse a falta de vergonha. Mas não são só as "elites" que não aprendem. Já temos tempo suficiente destas andanças para conhecermos os verdadeiros motivos de diversas posições. Já são muito poucos os que se iludem com os discursos das oposições ou que desconhecem as origens irritadas de quem governa. Uns e outros deviam recordar o passado e que ninguém desvalorize os movimentos que nascem fora do mainstream

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Encontrei a imagem aqui



publicado por paulo prudêncio às 13:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 06.06.18

 

 

 

Há educação sem professores?

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Só numa sociedade doente, e que se ausenta da educação, é que as provas de aferição (como acontecia com as provas finais) das crianças abrem telejornais e fazem primeiras páginas. E não é apenas a mediatização dos resultados que nos caracteriza como uma sociedade desinformada. O que mais entristece é a "impossibilidade" de estabilizar calendários, universos a testar e finalidade das provas. Se o fizéssemos, cresceríamos como sociedade e não fazíamos tão má figura.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:24 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 05.06.18

 

 

 

O Governo argumenta com a avaliação para eliminar tempo de serviço (o ministro da educação recuperou o discurso das finanças, SE do emprego público, de Outubro de 2017). É inaceitável. São razões financeiras e ponto final. Se não existe financiamento, não se aplique a supressão apenas aos professores e negoceie-se. É difícil? Nunca ouvi dizer que a democracia não é exigente. O Governo diz que exclui por causa dos pontos. Diz o Governo que nas outras carreiras se obtém um ponto por ano até ao necessário à mudança de categoria e que nos professores é por menção qualitativa. Neste contexto, a distinção é uma falácia destinada à manipulação mediática. A menção é obtida, com quotas, numa escala de 0 a 10 pontos (por exemplo: 7.51 pontos é bom e 8.53 pontos é muito bom) e a mudança de categoria acontece também ao fim de x anos (algumas categorias obedecem a vagas). Era preferível o Governo pedir desculpa aos professores por os excluir como os anteriores e dizer a verdade: os professores são muitos.

Importa sublinhar, e prevendo já o argumentário habitual do "arremesso ao professor", que a sucessão de "reformas estruturais" deixou o Estado, e a sociedade, sem norte e a avaliação do desempenho é um espelho: no Estado (SIADAP) é um fingimento e em 95% das empresas não existe.

 

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Imagem: Página 13 da edição impressa do Público de 15 de Fevereiro de 2014.

O estudo que concluiu que a avaliação do desempenho não era praticada em 95% das empresas foi publicado uma semana antes, salvo erro.

Os sindicatos de professores usaram, e bem, o argumento.



publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 04.06.18

 

 

 

 

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Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 09:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 29.05.18

 

 

 

É um assunto exigente: justifica muita reflexão e é difícil de legislar. Votaria sim porque deve prevalecer a liberdade individual.

 

Glossário sobre a morte medicamente assistida.



publicado por paulo prudêncio às 17:26 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 27.05.18

 

 

 

 

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Cópia de 1261922

 

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 14:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 26.05.18

 

 

 

 

Há vários riscos. José Tolentino de Mendonça sintetiza assim: "são sempre os mesmo que morrem". É, sem dúvida, uma tarefa exigente para o legislador.



publicado por paulo prudêncio às 13:28 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 24.05.18

 

 

 

Não é surpreendente que se apontem as "empresas externas" (o conhecido outsourcing, predominante nas plataformas digitais) como a componente mais desfavorável para as organizações modernas: a opção facilitou o aumento da escala e desprezou a gestão de proximidade como valor precioso e inalienável. A "gestão do exterior" satisfez os investidores porque permitiu a subida dos lucros com a redução de profissionais. Essa supressão cerebral (na maioria dos casos, e incluindo o escolar, sem qualquer relação com a 4ª indústria ou com a robotização) deslocou para o exterior a definição da informação a obter.

As instituições deixaram de agir livremente sobre os sistemas de informação. Foi um perda com uma agravante: se antes da sociedade da informação e do conhecimento o poder era exercido por quem decidia sobre o financeiro, a partir daí surgiu um pólo paralelo: a informação. A "gestão do exterior" apoderou-se dos dois domínios. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores exteriores podiam sempre argumentar: "é uma boa ideia, realmente, mas impossível de concretizar". A dependência externa generalizou-se. Como disse Niklas Luhman, o homem perdeu "a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes" (no caso escolar, todos os actores foram remetidos para o exterior; com mais visibilidade para professores e restantes profissionais mas com consequências para os alunos).

 

Já usei parte desta 

argumentação noutros textos.

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publicado por paulo prudêncio às 21:46 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.05.18

 

 

 

Harry Frankfurt publicou "On bullshit" em 2005. Apesar do crescimento do fenómeno, não existiam, disse o filósofo americano, estudos profundos sobre o tema. Não havia sequer uma teoria geral, o que era paradoxal considerando a sua ubiquidade. O fenómeno era, para Harry Frankfurt, uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, já que não tinha que se preocupar com o rigor. Mas mais: o bullshit era objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira era vista sem benevolência. A principal razão para o seu aumento era a exigência da sociedade para que se opine sobre tudo; mesmo sobre o que se desconhece. O mundo da comunicação social, e das redes sociais, constituía um abundante caldo de cultura “bullshit“”. Treze anos depois, dá ideia que o bullshit se impôs de vez.

Nota: Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”"

 

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Terça-feira, 15.05.18

 

 

 

A paixão pelo futebol assenta na incerteza do resultado associada à irracionalidade de se ser de um clube. Há toda uma emoção - com inúmeros exemplos saudáveis - que resvala para o fanatismo. O fanatismo, ou mesmo a parcialidade das análises, assemelha-se à política partidária. Quando alguém professa o seu amor incondicional, acima de qualquer outro amor ou do respeito por organizações congéneres (clubes, partidos ou outras organizações, mas também países ou cidades), esperam-se comportamentos radicais, disputas alienadas pelo poder e "justificações" para ilegalidades (muitas vezes violentas ou com a violência a aproveitar-se das circunstâncias) em nome do confessado amor. Esse discurso incendeia se for ampliado (como acontece com os média actuais). No futebol há uma agravante na irracionalidade: a vitória num campeonato "liberta" até de crimes; embora a política se aproxime desse estado doentio.



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece (...)"  

A ideia foi escrita em 2011. Será que alguém compreende o que está acontecer em 2018? Daniel Innerarity (2011:49), em "O futuro e os seus inimigos", escreveria a mesma frase ou a imprevisibilidade (Trump, Coreias, Israel, Irão, Síria, Rússia, 4ª revolução industrial, alterações climáticas e por aí fora) é tão avassaladora que tudo pode acontecer e já nem se coloca a questão de quem se limita ao que está a acontecer? 

 

 



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Segunda-feira, 14.05.18

 

 

 

Li que Trump fará tudo ao contrário de Obama. É mesmo o seu lema. A situação em Gaza agrava-se a cada hora. Entretanto, surgem "As Guerreiras de Gaza".

"Estão na “linha da frente” dos protestos contra Israel. Numa sociedade conservadora como é a da Faixa de Gaza, as mulheres desdobram-se em formas de luta para reclamar um direito histórico — o regresso às terras que outrora foram palestinianas e que agora são território de Israel. “Somos todos terra”, diz ao Expresso uma jovem envolvida nos protestos.(...)"

 

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Imagem do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 16:37 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 13.05.18

 

 

Segundo o Expresso, "3/4 dos empregos criados pagam menos de €900". Portanto, dá ideia que

"podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 

Ou seja, é pertinente a interrogação que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização só suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.

Mais à frente, o autor diz que

"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"

 

2ª edição.



publicado por paulo prudêncio às 21:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 12.05.18

 

 

 

 

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Cópia de 1256226

 

Luís Afonso



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