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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Cálamo (3)

19.02.22, Paulo Prudêncio
Parte de uma carta de Walt Whitman ao seu editor inglês William Rosseti, em 1867. "Cálamo é uma palavra corrente. Trata-se da erva ou juncácea aromática de grande porte que cresce nas zonas pantanosas dos vales, cujo caule mede quase um metro de altura;..." Um dos poemas de Cálamo. Separando a erva dos prados. Separando a erva dos prados, aspirando o seu raro aroma, Dela reclamo a espiritualidade, Exijo o mais íntimo e abundante companheirismo entre os homens, Peço que (...)

Narração de um homem em Maio (1953-60). 

15.02.22, Paulo Prudêncio
Narração de um homem em Maio (1953-60).  Mexo a boca, mexo os dedos, mexo a ideia da experiência. Não mexo no arrependimento. Pois o corpo é interno e eterno do seu corpo. Não tenho inocência, mas o dom de toda uma inocência. E lentidão ou harmonia. Poesia sem perdão ou esquecimento. Idade de poesia.   Herbero Helder em Poesia Toda

Chove. É Dia de Natal

25.12.19, Paulo Prudêncio
  Chove. É dia de Natal. Lá para o Norte é melhor: Há a neve que faz mal, E o frio que ainda é pior. E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar. Chove no Natal presente. Antes isso que nevar. Pois apesar de ser esse O Natal da convenção, Quando o corpo me arrefece Tenho o frio e Natal não. Deixo sentir a quem quadra E o Natal a quem o fez, Pois se escrevo ainda outra quadra Fico gelado dos pés. Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

Cálamo

31.08.19, Paulo Prudêncio
  Parte de uma carta de Walt Whitman ao seu editor inglês William Rosseti, em 1867. "Cálamo é uma palavra corrente. Trata-se da erva ou juncácea aromática de grande porte que cresce nas zonas pantanosas dos vales, cujo caule mede quase um metro de altura;..." Um dos poemas de Cálamo. Separando a erva dos prados. Separando a erva dos prados, aspirando o seu raro aroma, Dela reclamo a espiritualidade, Exijo o mais íntimo e abundante companheirismo entre os homens, Peço (...)

No Cotovelo do Vento

30.08.19, Paulo Prudêncio
        Era uma folha pousada no cotovelo do vento; e pairava, deslumbrada, entre morte e movimento.   Era uma folha: lembrava, de tão frágil, o momento em que a vida ficava escrava do teu juramento.   Era uma folha: mais nada. Antes fosse esquecimento!       David Mourão-Ferreira Obra Poética 1948-1988 Editorial Presença (2006,p:109)