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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

das fronteiras e dos regimes

28.06.17
      "O meu avô dizia que a sua instituição foi democrática durante a ditadura. Enunciava uma fronteira: a forma como a instituição lidava com personagens com espírito pidesco e persecutório. Se as anulava, como era o caso, emitia um sinal fundamental." Ouvi a ideia num debate radiofónico e concordei. Passa-se o mesmo nas democracias. Foi por aí que avançou a discussão. Percebemos que há instituições que rapidamente se acomodavam a uma ditadura, exactamente porque (...)

Bosh

14.04.17
      Gosto de rever museus. Não me importo quando uma viagem se resume a esses espaços, aos alojamentos e a curtos passeios. A revisão permite aprender mais e atenua a busca do tempo perdido. O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol), que justificou uma sessão interessante no último Folio de Óbidos.     Bosh, Museu do Prado. (este vídeo ajuda (...)

do risco e das utopias

02.01.17
      Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,   "(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da (...)

Do orçamento e do tempo

28.10.16
        A aceleração do tempo dificulta a percepção dos momentos de curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição). A discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. É, principalmente, um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática. O ministro Mário Centeno sublinhou-o, ontem, quando denunciou, de forma muito pedagógica, a descida qualitativa do documento europeu de controle (...)

da suspensão dos cursos de Comandos

09.09.16
      Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 (...)

E leu a carta toda

07.09.16
      "Querem ver que vai ler a carta toda". Levantou-se e saiu. Éramos uma dezena de espectadores e já estávamos reduzidos a metade ("A carta" do genial Manoel de Oliveira; um bom filme). Não aprecio comentários, mas este foi inesquecível. Uma freira recebeu uma carta no seu quarto do convento. Íamos com uns minutos num plano inamovível, a carta tinha umas quantas folhas e o saturado espectador tinha razão: leu a carta toda.   2ª edição. Reescrito.    

Escritos na pedra

23.08.16
    A última página do Público de ontem trazia uma frase de Michael Jordan. Não tenho a certeza se a rubrica tem exactamente esse nome (escritos na pedra) e não me apetece confirmar. Já a frase do lendário jogador de basquetebol, que pode ser lida como uma "frase de motivação" (já a publiquei em tempos), é interessante; mais ainda num pós-olimpíadas. "Errei mais de 900 arremessos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. 26 vezes fui escolhido para fazer o arremesso final (...)

esculturas "enjauladas"

21.08.16
       Fotografei este rinoceronte (uma bela escultura) em Agosto de 2013 nos jardins da Gulbenkian. Tem uns amarelos que não se vêem bem (o corno, uma sela de "cavalo" no dorso e outros detalhes). Já se sabe: o rinoceronte tem uma reduzida visão periférica e quando aponta é difícil corrigir a trajectória; nem sequer vai a tempo de emendar um erro. Neste caso, está parado, "enjaulado" numa selva urbana e pronto a ser cavalgado. Que destino, realmente.   (...)