Em busca do pensamento livre.
Sexta-feira, 26.10.18

 

 

 

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Luís Afonso

 



publicado por paulo prudêncio às 12:27 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 25.10.18

 

 

 

Ou o trânsito em Lisboa está mesmo insuportável:

"Decreto de lei sobre carreira dos professores ainda não chegou a Belém"



publicado por paulo prudêncio às 17:22 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

"Perder anos de vida a escolher uma série ou filme no Netflix é coisa do passado. Aqui estão os códigos (não muito) secretos"



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Quarta-feira, 24.10.18

 

 

 

Há assuntos que só com sentido de humor: "Ministro recua e adia problema das reformas para próxima legislatura".



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Terça-feira, 23.10.18

 

 

 

Sempre desconfiei. Uma pessoa lê cada notícia, que não restarão grandes dúvidas:

"Há vida em Marte? Ainda não é certo mas novo estudo alarga potencial de vida no planeta vermelho"



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Segunda-feira, 22.10.18

 

 

 

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A entrevista termina assim:

"(...)Gostou da trilogia de Elena Ferrante?
Claro que gostei! Devia ser uma leitura obrigatória para todos os europeístas. A União Europeia hoje é um veneno e vai acabar."

 

Concordo que é uma obra muito interessante e de leitura mesmo obrigatória. Só que é uma tetralogia (quatro volumes); se a Ana Sá Lopes, o Manuel Carvalho e o Vasco Pulido Valente fossem professores, e como já não são umas crianças, sugerir-se-ia de imediato que foi muito fumo e álcool e a entrevista já ia longa :)



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 21.10.18

 

 

 

A mediatização da carreira dos professores continua infernal. Do orçamento aos estudos, nada escapa ao "arremesso ao professor". Ter 40 anos de descontos com 60 anos de idade, uma impossibilidade para a maioria dos professores, foi o limite mínimo para eliminar o corte do factor de sustentabilidade nas reformas antecipadas. Não se percebeu se a declaração foi além orçamento e só para a segurança social, mas os sinais de alerta ecoaram de imediato por se reconhecer ao declarante um alto desempenho em jogos florais. Fazer, por exemplo, os 40 de descontos aos 63 de idade deve ser "inconstitucional". E depois temos os títulos: ""Mais de 20 mil professores acham que consomem medicação a mais(...)e revelam estar preocupados com o seu consumo de álcool ou drogas. Imagine-se o jeito argumentativo que estes destaques dão ao tal arremesso.

O que mais se estranha, ou talvez não, é o silêncio ensurdecedor do parlamento em relação às causas que os estudos repetem à exaustão. Será porque a quase totalidade das causas são mais ideológicas do que financeiras e promovidas pela não menos infernal plêiade de treinadores de bancada que pulula pela educação?

Vou recorrer a desenvolvimentos noticiosos que não fazem títulos de notícias nem aberturas televisivas. Ora leia.

"Os professores não passaram a odiar os alunos. Adoeceram internamente. Os professores são vítimas de uma organização de trabalho que adoece.(...)Nove em cada dez quer reformar-se antecipadamente. Mais de 70% dos professores dão aulas exaustos e 84% desejam aposentar-se antecipadamente.(...)Os casos de indisciplina eram problemas da escola e da sociedade e não do professor.(...)O modelo de gestão autoritário e o ensino padronizado roubam a autonomia na sala de aula e isso adoece os professores.(...)O fim da gestão democrática, a falta de reconhecimento público da profissão e o excesso de burocracia são preocupações com forte relação com o estado de exaustão.(...)Tenho 56 anos de idade, 33 e tal de serviço, sou uma professora derrotada, desfeita. Pudesse eu pedir isenção do serviço não-letivo, reuniões, reuniões, reuniões(...)."

A imagem é sobre a poluição por plástico. Conhecendo quem produz a matéria prima, não é difícil encontrar os motivos que travam as mudanças. No caso das escolas, basta recuar no tempo, perceber onde estavam os diversos decisores e constatar a profundidade da aversão aos professores que nos remete para um qualquer ajuste de contas que nos projecta para o imobilismo parlamentar que sustenta a poluição do espaço dos professores entre a mediatização e a "fuga".

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Foto: Reuters



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Sábado, 20.10.18

 

 

O estudo tem várias conclusões importantes. O Público destaca o consumo de medicamentos, álcool e drogas. Só nos faltava mais este argumento para a malta do "arremesso ao professor": é professor e tem mais de cinquenta anos? Huuummm, se não é alcoólico anda nas drogas. Ora leia. "Mais de 20 mil professores acham que consomem medicação a mais. Há também 9000 docentes que revelam estar preocupados com o seu consumo de álcool ou drogas. Classe recorre a estas substâncias como doping para enfrentar o trabalho, diz estudo da Universidade Nova de Lisboa encomendado pela Fenprof."

 

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Sexta-feira, 19.10.18

 

 

 

"Governo proíbe garrafas, sacos e louça de plástico na Administração Pública. A resolução, aprovada em Conselho de Ministros, prevê ainda a redução em 25% da despesa em papel e consumíveis". Esta decisão de 18 de Outubro de 2018 não é assim tão moderna. Ou seja, do ponto de vista escolar é até do século XX. Claro que há papelada e toneladas de plástico, mas a versão digital dos procedimentos está imparável e e com o pensamento na "repartição pública de meados do século XX". Moderno, mas moderno mesmo, seria reduzir também, mas em 95%, a circulação infernal de ficheiros excel e word na gestão da informação. Para quem desconheça (confissão dos actuais governantes), as grelhas já acrescentam hiper-grelhas: as grelhas que aglutinam as grelhas. Sempre que muda o ano com uma "reforma", a hiperburocracia digital acrescenta um patamar sem eliminar delírios anteriores.

 

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Foto:  Mohamed Azakir/Reuters



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Quinta-feira, 18.10.18

 

 

 

No caso dos professores, nada de substancial se altera com as mudanças de geometria parlamentar no suporte dos governos. Nem sequer a hiperburocracia ou a dimensão civilizada e democrática das organizações. Mas passemos à frente.

Conclui-se que, afinal, o "Governo endurece regras para reforma antecipada". Enquanto se sucede o rol de mentidos e desmentidos de todos os universos parlamentares, anuncia-se que a "recuperação integral do tempo de serviço dos professores na Madeira começa a 1 de Janeiro". Quem viu as declarações dos partidos que suportam o Governo durante a saga OE2019, sorri com uma frase que ouvi por aí (mais ou menos assim, claro): "Enquanto a maltinha da escola Robles joga às ultrapassagens com a trupe dos fumos da margem sul, os dos olhinhos só para as Raríssimas cortam nos do costume e "emprestam" aos bancos".



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Quarta-feira, 17.10.18

 

 

 

Parece que o juiz Carlos Alexandre detectou irregularidades na nomeação do seu colega Ivo Rosa. Este género de fenómeno causa apreensão. Entretanto, o "Conselho Superior abre inquérito para averiguar dúvidas levantadas pelo juiz Carlos Alexandre". Veremos como tudo isto se desenvolve.



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Terça-feira, 16.10.18

 

 

 

"Revolução na NBA: agora quem manda são os jogadores."



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Segunda-feira, 15.10.18

 

 

 

 

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Luís Afonso



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Domingo, 14.10.18

 

 

 

Está muito longe de ser o "fim do corte nas pensões antecipadas". Só se reformará neste regime quem for alvo das indecências que levam ao desespero. O que termina para algumas situações é o corte de 14.5% do factor de sustentabilidade (FS). Mas mantém-se o corte de 0,5% por mês até aos 66 anos e meio. Ou seja: quem fizer 60 anos com 40 anos de descontos reforma-se sem os 14.5% do FS, mas tem um corte de 39,5% dos tais 0,5% por mês. Fala-se numa personalização do cálculo das reformas antecipadas que pode transformar tempo de descontos além dos 40 anos em idade. Mas fala-se. E mesmo isso é insuficiente. O factor de sustentabilidade foi um excesso do tempo da troika e já devia ter caído. O resto também deve mudar e está intocável.



publicado por paulo prudêncio às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 13.10.18

 

 

 

Já faltam professores. Quando o inverno se impuser, e o cansaço se acumular, haverá falta de candidatos às substituições. Era previsível. Foi mais de uma década a descer. Sejamos claros: somos um país pobre (em grande parte por causa da "surpreendente dimensão" da corrupção - palavras da ex-PGR -, da "incomodidade" com a transparência e da desorganização), com baixos salários e com empregos pouco atractivos. Os jovens não têm alternativas internas e é também isso que alimenta alguma resiliência. Como agravante, o estatuto dos professores precarizou-se. O meio da carreira será o topo no futuro próximo e há todo um mar de desconsiderações. Olhe-se para os europeus que seguiram esse caminho.

Aliás, os professores são um exemplo para se perceber o esgotamento político do grande bloco central. A precarização teve um ideário comum. Os únicos cargos merecedores de um bom estatuto foram os de natureza política (para recrutar os "melhores") e os de topo das empresas, públicas e privadas, protegidas pelos estados.

Os EUA têm dois exemplos do inferno que se abateu sobre os professores. A mudança radical de posição de Diane Ravitch, ex-governante no tempo do 1º Bush, lê-se em duas obras preciosas: "O reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América" e "Vida e morte do sistema escolar americano: como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a educação". Mais recentes são os estudos que "desacreditam de forma inapelável" "o sistema de avaliação de professores patrocinado pela Fundação Gates e pelo "Obama Race to the Top": "baseou-se na avaliação de professores através dos testes padronizados aos alunos. O modelo remunerava eficazes e despedia ineficazes. Erraram em toda a linha. Prejudicaram os alunos, empurraram os melhores professores para fora da profissão e desencorajaram a candidatura dos jovens com melhores resultados. São responsáveis pela escassez de professores."

Klaus Schwab (2017:64) na "A Quarta Revolução Industrial", diz que "(...)os governos têm de se adaptar. O poder muda de agentes estatais para não estatais e de instituições estabelecidas para redes dispersas. As novas tecnologias e os grupos sociais e as interacções que promovem permitem que qualquer pessoa exerça influência de uma forma que seria inconcebível há poucos anos.(...)". Ou seja, se o século XXI assiste à eleição de potenciais ditadores com o voto de eleitores escolarizados, a explicação relacionar-se-á também com a exclusão e a precarização (a revolta e o desespero) como passos para o "não tenho nada a perder" (e, às tantas, para o "quanto pior melhor").

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Imagem: Paresh Nrshinga - Inspired by Mark Rothko



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Sexta-feira, 12.10.18

 

 

 

Singapura, um farol para os mais fundamentalistas defensores dos rankings, "aboliu os rankings de escolas pelos resultados dos alunos em exames".

Antes de ler, saiba que o Ministro da Educação, Ong Ye Kung, espera mostrar aos alunos que “aprender não é uma competição”.

Os relatórios deixam de publicar a posição de um aluno em relação à turma ou a qualquer grupo. Mas não é apenas isso. As informações a serem removidas incluem:

  • Média das turmas e dos ciclos.
  • Notas mínimas e máximas.
  • Sublinhado e/ou colorido dos erros.
  • Aprovação/reprovação como resultado do final do ano.
  • Médias das notas de qualquer grupo de alunos, o que inclui quadros de honra, de mérito e restantes procedimentos análogos.
  • Médias gerais de classificações. 

Nota: o que terá acontecido com as crianças e jovens em Singapura (um país de topo no PISA e nos alunos "top performers") para esta mudança radical? Estas alterações são imediatas porque o acesso ao ensino superior em Singapura será diferente do nosso. Aliás, em Portugal a situação tem um dado curioso: 95% (cerca de) dos candidatos ao superior são colocados nas primeiras opções e 95% (cerca de) dos cursos não justificam este modelo de acesso para preencherem as vagas. Impõe-se a interrogação: a quem interessa o estado vigente?

 

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Quinta-feira, 11.10.18

 

 

 

Tropeçamos diariamente com coisas do género: "Ex-porta-voz da PJ Militar subalugava casa das Forças Armadas no Airbnb".



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Quarta-feira, 10.10.18

 

 

 

A luta partidária é o que é, a situação de protectorado do país bem conhecida, os credores não se comovem, mas sejamos claros: a geringonça alterou o algoritmo“Está para aparecer algum Governo PSD/CDS que tenha melhor défice e menor dívida pública”.



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Terça-feira, 09.10.18

 

 

 

A história da distribuição da riqueza é política. Não se reduz a mecanismos puramente económicos. Lê-se em dois clássicos: a "Riqueza das Nações" de Adam Smith ou "O capital no século XXI" de Thomas Piketti. Sempre foi questionável a noção de que a economia é uma ciência independente da filosofia moral e política. A foto, e a sua história, remete-nos para a complexidade do problema: há sempre uns quantos que aspiram enriquecer à custa do trabalho dos outros e o difícil, e belo, exercício democrático consiste em contrariar a natureza humana. Michael Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", coloca a questão actual assim:

"Quanto mais os mercados invadem esferas não económicas da vida, mais se vêem enredados em questões morais.(...)Se algumas pessoas gostam de ópera e outras de combates de cães ou lutas na lama, precisamos de facto de nos abster de tecer juízos morais e atribuir peso igual a essas preferências no cálculo utilitarista?(...)Quando os mercados corroem normas não mercantis, o economista (ou qualquer outra pessoa) tem de decidir se isso representa uma perda que deveria preocupar-nos.(...)"

 

Daí à importância das redes públicas de escolas, como um valor inquestionável das democracias, vai um pequeno passo. Será, contudo, insuficiente, se permitirmos que os mercados invadam desde cedo a vida escolar.

 

Lewis Hine foi um fotógrafo, um dos primeiros, comprometido com a denúncia das condições de trabalho. A foto (Cotton Mill Girl) é de 1908 e foi seleccionada pela "Time como uma das 100 fotografias mais influentes da história".

 

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Segunda-feira, 08.10.18

 

 

 

Vou no terceiro volume da muito boa tetralogia "Amiga Genial", de Elena Ferrante. Aconselho.

 

"A Amiga Genial é a história de um encontro entre duas crianças de um bairro popular nos arredores de Nápoles e da sua amizade adolescente.
Elena conhece a sua amiga na primeira classe. Provêm ambas de famílias remediadas. O pai de Elena trabalha como porteiro na câmara municipal, o de Lila Cerullo é sapateiro.
Lila é bravia, sagaz, corajosa nas palavras e nas acções. Tem resposta pronta para tudo e age com uma determinação que a pacata e estudiosa Elena inveja.
Quando a desajeitada Lila se transforma numa adolescente que fascina os rapazes do bairro, Elena continua a procurar nela a sua inspiração.
O percurso de ambas separa-se quando, ao contrário de Lila, Elena continua os estudos liceais e Lila tem de lutar por si e pela sua família no bairro onde vive. Mas a sua amizade prossegue.
A Amiga Genial tem o andamento de uma grande narrativa popular, densa, veloz e desconcertante, ligeira e profunda, mostrando os conflitos familiares e amorosos numa sucessão de episódios que os leitores desejariam que nunca acabasse."

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