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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Sintaxe e semântica

27.04.16
          O texto de John Searle que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência" pode ajudar a explicar o desinvestimento (que também se expressa nas inutilidades que o poder central exporta incessantemente) na escola pública em Portugal. Fica-se com a ideia que os sucessivos governantes não conhecem a semântica que envolve as escolas (...)

recuemos a 2013 para explicar a polémica dos alunos por turma

04.04.16
      Têm-me solicitado que explique melhor os mais 750 milhões de euros por ano motivados pela redução de alunos por turma.   Imaginemos que, em 2013, Nuno Crato não era ministro e se candidatava a director de uma escola. Com o modelo em curso, Nuno Crato, para quem "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", teria todo o apoio do

a memória para além de Rodrigues&Crato

14.02.16
        As condecorações mediatizaram um regresso indignado aos legados de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Bem sei que a memória é ainda mais curta na democracia mediatizada, mas o apoio incondicional do ainda PR às duas tragédias comprovadas terá uma qualquer relação com o ex-MEC David Justino que iniciou a queda da escola pública.   Para quem não se recorda, o exercício de Justino incluiu o primeiro abalo sério na imagem da escola pública com um concurso de (...)

tal Lurdes, tal Crato

12.02.16
      No dia em que N. Crato e L. Rodrigues são condecorados, e desculpem-me voltar a estas figuras, o primeiro desdobra-se em entrevistas e revela uma continuidade política que explica alguns enigmas. Lurdes Rodrigues olhava para o sistema como um grande primeiro ciclo e infantilizou-o. Numa decisão inevitável e positiva, alargou a escolaridade obrigatória até ao 12º ano e originou o maior aumento da história de alunos no ensino secundário nos anos seguintes.   Chegou Crato (...)

Impressiona-me, sinceramente que me impressiona

12.02.16
        Impressiona-me, sinceramente que me impressiona, a interminável indignação mediática à volta da supressão de uma prova final (vulgo exame do quarto ano) para as crianças. Desconfio que o eurogrupo discutirá essa eliminação como ponto prévio ao orçamento português ou mesmo à crise financeira alemã, também orçamental e da bancocracia, responsável pela investida dos mercados à zona euro.   Até Crato, e a propósito de uma condecoração presidencial à sua (...)

supressão dos exames das crianças cria alvoroço nas escolas

25.01.16
        As escolas estão em alvoroço com a supressão dos exames industriais (Crato, num momento de rara lucidez, denominou-os por prova final) das crianças (9 e 11 anos) inventados de supetão, e sem ouvir ninguém, em 2011. Professores, alunos e pais já pensavam em Guterres e na ONU para que o calendário tivesse mais um mês por ano de forma a atenuarem a falta de aulas com ritmo durante seis meses nas disciplinas, a maioria, que Crato considerou não estruturantes (conceito (...)

Das alterações nos exames do ensino básico

10.01.16
      Precisemos alguns argumentos: o sistema foi sujeito durante quatros anos a políticas de radicalismo ideológico para além da troika e é natural que o período seguinte seja de eliminação desse desastre cratiano. Como o processo cratiano sucedeu à tragédia lurdiana, calamidades comprovadas e confessadas, as mudanças urgentes são inúmeras. Seria incompreensível a imutabilidade.   Por que será, então, que a escola portuguesa está permanentemente em ebulição reformista? (...)

os institucionalistas que me desculpem

10.01.16
          Desde os sofistas e de Aristóteles que se sabe que a política é também a arte da mentira. Proclamar A e o seu contrário é o modo de ser dos institucionalistas que nos empurraram para onde estamos. O branqueamento da corrupção e a eliminação da memória são consequência e causa de primeira grandeza. O refúgio na "amizade" é o argumento que esconde a obstinação da oligarquia.   Embora com contornos diferentes do já referido, não se percebe, por (...)