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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

editorial (11)

28.09.11
        Aprecio a coerência não dogmática. Não renego o meu pensamento político, mas procuro libertar-me para pensar e escrever. Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós. Contudo, tomo posições que considero justas e que nem sempre me facilitam a vidinha. Os entendidos na nossa idiossincrasia (...)

um mundo improvisório?

23.03.11
    Um mundo improvisório? é a interrogação de Mia Couto que intitula a sua última crónica nO País online. Tento não perder as pérolas deste meu conterrâneo. A voracidade da passagem do tempo não me desliga do lugar da infância e da adolescência.   "O que pode parecer verdade, no calor das grandes proclamações, não é sentido como (...)

os falsaportes

26.02.11
    Um texto de Mia Couto; sem fronteiras e aqui.   "O argumento da raça ou da tribo é um expediente fácil de usar, não precisa de manual de instruções e pode ter efeitos espectaculares. Em vez de se debater ideias, abate-se o outro. A manipulação deste tipo de fantasmas pode maltratar qualquer veleidade crítica em Moçambique..(...)"

o peso do vazio

13.02.11
    "As próprias letras das canções e os respectivos vídeo-clipes são um culto da ostentação oca e bacoca. Meninos de fatos italianos, cheios de penteados (a mostrar que lhes pesa mais o cabelo que a cabeça) e com dourados a pender dos dedos, dos dedos e do pescoço (a mostrar que precisam apenas de mostrar), meninos que cantam pouco e se repetem até à exaustão, fazem o culto deste vazio triste..."   Leia aqui (...)

o fascínio do poder

02.12.10
    A última crónica de Mia Couto; aqui.   “Sucedeu connosco o que sucedeu com todas as outras nações. A política deixou de ser uma consequência dessa entrega generosa, dessa abdicação de si mesmo. Passou a ser um trampolim para interesses pessoais”

may be man

18.11.10
                Encontrei aqui mais uma pérola de Mia Couto.     Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa (...)

pobres dos nossos ricos

15.11.10
        A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. (...)

on bullshit também entre os animais

04.06.09
   (encontrei esta imagem aqui)  Pretendo dar o meu humilde contibuto para a compreensão do fenómeno "on bullshit". Da vasta investigação que realizo, concluo que o tropeção com o dito é frequente. Leia a inspirada e pequena história de Mia Couto: "Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que (...)