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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

mas por que é que as aulas começam mais tarde?

10.09.15, Paulo Prudêncio
        "Mas este ano as aulas do não superior começam tão tarde", dizia-me alguém que habitualmente apontava as escolas como o principal problema do "sistema solar". É verdade: o Governo atrasou o início das aulas para que o caos nas colocações de professores obtenha um silêncio mediático. A história do calendário escolar regista alguns absurdos e acrescenta mais um. Alguém imagina a devastação que provocaria, a exemplo do ano anterior, a abertura dos telejornais (...)

colocações duplicadas para começar

02.09.15, Paulo Prudêncio
      Já tenho conhecimento de colocações duplicadas logo no primeiro dia. Assistamos ao desenvolvimento do inferno concursal; claro, que é um inferno para quem concorre, já que para Nuno Crato é a normalidade. Aliás, já acusou os avisadores de campanha eleitoral. Não há mesmo um pingo de vergonha, que raio. Cá para mim mudem as eleições para Novembro ou iniciem as aulas em Dezembro.

querem que corra mal?!

02.09.15, Paulo Prudêncio
      "Eles querem é que o concurso corra mal", disse o dirigente do MEC. É escusado acusar desse cepticismo os críticos do modelo "BCE" de colocação de professores. O processo já correu muitíssimo mal tal a monstruosidade burocrática que criou associada à ocorrência de incontáveis imprecisões "impossíveis" de corrigir. O problema do MEC é apenas com a mediatização e não faltam manobras de ocultação da realidade. É lamentável, realmente, que o ministro aponte (...)

Da batota no acesso ao superior

25.01.15, Paulo Prudêncio
      A batota no acesso ao superior já leva umas duas décadas a promover um rol de injustiças e de salve-se quem puder. Conhecem-se os principais instrumentos causadores da vergonha institucionalizada. Fica a ideia que a falta de coragem do poder político ficou sempre ligada à capacidade dos aparelhos partidárias para tratarem dos seus e das suas clientelas. A última década do sistema escolar ficou marcada por um conjunto de políticas que acentuaram o descrito. Não há (...)

de campanha em campanha

30.04.14, Paulo Prudêncio
          Quem, em 2011, perguntasse por cortes em salários ou subsídios dos funcionários públicos, recebia de Passos Coelho uma resposta veemente de protesto por se estar a inventar uma mentira. Estávamos em campanha eleitoral e quem mentiu foi o actual primeiro-ministro.   O novo governante começou a logo a cortar para além da troika, é bom que se recorde. Primeiro, classificou os actos como provisórios. Mais tarde, "decretou" a impossibilidade da sua recuperação para (...)

um exemplo da realpolitik

03.04.14, Paulo Prudêncio
          A experiência diz-nos que as campanhas eleitorais são muito parecidas e que não é por acaso que a democracia está suspensa e que as contas do país estão capturadas pela corrupção sistémica. Veja um vídeo de campanha do PS para o 1 de Abril de 2014 e diga lá se não encontraríamos vídeos do género nas mais diversas campanhas. Só Assis dava um estudo de caso. Mas convenhamos: Passos Coelho atinge um pico qualquer e devia viajar, com o seu Governo, só com ida.  

então os privados não avaliam?

15.02.14, Paulo Prudêncio
        A página 13 da edição impressa do Público de hoje tem dois detalhes espantosos.   Nos tempos em que a avaliação do desempenho dos professores era a principal causa dos problemas do país   (não estou a brincar, até porque foi uma luta sem quartel e não totalmente vencida porque o modelo em vigor é igualmente injusto e brutal; mas ouvi-o pelas vozes de Jorge Sampaio e de Ramalho Eanes (...)

ainda o eusébio e a memória das pessoas

07.01.14, Paulo Prudêncio
        Passei horas a jogar futebol e vejo alguns jogos pela televisão. Nasci em Moçambique e não fiquei indiferente ao eterno Eusébio.   Apeteceu-me fazer um postno dia do seu falecimento e contar uma história. Como se imagina, a sua lenda em Moçambique constituiu imensas narrativas. Até tinha algumas pessoas da família ligadas ao futebol como jogadores ou treinadores, mas (...)

contra a função pública

18.11.13, Paulo Prudêncio
         O discurso contra a função pública é antigo e acentuou-se nos últimos anos. É um tratamento injusto e faz parte do ciúme social nas sociedades pouco desenvolvidas ou em crise. O actual Governo, coordenado em boa parte pelo lado pato-bravista dos partidos que o compõem, revelou esse sentimento e usou-o para dividir os portugueses.     Só quem está ao serviço dos lóbis que nos desgraçaram é que dá uma imagem diferente da Irlanda da que se lê na notícia (...)

de inverdade em inverdade

23.03.13, Paulo Prudêncio
Não confiámos em Nuno Crato quando o ministro declarou que no seu mandato os professores não seriam colocados em mobilidade especial e tínhamos razão. Crato diz agora que não podia evitar por mais tempo a pior das injustiças à profissionalidade dos professores. Com tanto corte a eito (a prazo se provará que também agravou o insucesso e abandono escolares (...)

tal como se previa (2)

20.03.13, Paulo Prudêncio
          Nuno Crato e o SE Casanova não disseram a verdade sobre os professores do quadro quando asseguraram que a mobilidade nunca se aplicaria a estes profissionais. E nem vale a pena usar o argumento de que há docentes sem componente lectiva. Isso só acontece por causa das drásticas reduções que se verificaram na carga curricular e na gestão escolar.   É fácil eliminar disciplinas ou semear o caos organizacional nas escolas e depois dizer que se tem professores a (...)