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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

afinal, não é a Alemanha quem decide?

06.11.15
      Helmut Kohl chegou a chanceler na mesma situação de António Costa. A sua força partidária (CDU com CSU) foi segunda nas eleições, os vencedores (SPD mais FDP) governavam, Kohl quebrou o arco, escandalizou a Europa e formou Governo com o pequeno partido (FDP) da coligação vencedora. "Golpe de Estado" mais maquiavélico é difícil. Às tantas, a syrizada Merkel (que é do mesmo partido que Kohl, mas com escola na RDA) avisou Passos que era melhor amarrar o irrevogável na P (...)

não é bonito

03.11.15
        Não é bonito ver socialistas à "pedrada". Resumindo: Costa leva com Sócrates, Vara, Grupo Lena, Freeport, PPP´s e afins e Assis e Seguro com tecnoforma, submarinos, Relvas, Maria de Belém e BES, Duarte Lima e BPN e por aí fora. Há esperança? Alguma. Desde logo se o próximo Governo for apoiado, pela primeira vez, por forças políticas exteriores a este arco da governação (os próprios teimam em mudar a designação para arco da corrupção). Há um dado adquirido (...)

Estamos desgraçados

01.11.15
      Estamos desgraçados com a hipótese, bastou isso, de comunistas e bloquistas integrarem o Governo. Passei pelo Bairro Alto e dei com uma loja só de latas de sardinha. Havia pão e vinho, mas a predominância do metal impressionava. Mais abaixo encontrei corredores com estantes vazias que me recordaram uma visita a Bucareste no tempo de Ceausescu. Não entrei e segui. Voltei atrás para confirmar e fiquei mais descansado: era uma loja de mobiliário e decoração.   (...)

o que é que tanto assusta a direita?

31.10.15
      A direita está assustada com a possibilidade de um Governo de esquerda correr bem. Há uma natural insatisfação com o não governo do vencedor eleitoral, mas percebe-se o temor com a severidade do julgamento histórico. A direita aproveitou a presença da troika para se radicalizar e isso será imperdoável. Para além disso, sempre que não se está seguro do valor da obra, mesmo com a aparência ilusória de um ou outro indicador, cresce a desorientação com a (...)

muda o governo e regressa o desconhecimento?

30.10.15
      Há sinais da existência de truques orçamentais, e derrapagens financeiras afins, que vão "exigir" que um novo Governo use a coreografia habitual do desconhecimento e execute os conhecidos cortes nos do costume. Lá acordará o "Compromisso Portugal" com apelos a reformas "estruturais" de mais do mesmo e lá aparecerão banqueiros a dizer que assim não aguentam. Espera-se, e como desta vez o arco da governação inclui, finalmente e bem, todo o parlamento com excepção (...)

não pode continuar

29.10.15
      O novo ministro da Administração Interna (mesmo que por uns dias) confirmou a aptidão moral de Ricardo Salgado para continuar à frente do BES com um parecer a propósito da prenda de milhões do cliente do BESA José Guilherme. Não é caso único a nomeação de ministros nesta condição, mas é grave para a saúde da democracia. Alastra-se e transporta um sentimento de impunidade: aguentamos com estes casos; é uma espécie de esquecimento que acentua o vale tudo. Não (...)

O povo é sábio?

27.10.15
        Está difícil a hermenêutica do voto. Há décadas que se repete a sageza dos eleitores portugueses, mas desta vez evidenciam-se os fenómenos de rejeição: o fim da maioria absoluta à direita, a não vitória do PS, a impossibilidade do bloco central ou até do arco da governação (nessas hipóteses, o PSD ou o PS podiam "desaparecer" a seguir) e o Governo sem o partido vencedor. Pode ser que o último fenómeno traga alguma novidade, uma vez que será um exercício (...)

Cavaco Silva syrizou?

23.10.15
        Ao excluir o BE e a CDU de qualquer solução governativa (sabia que o desenho é um Governo PS com maioria parlamentar?), o PR conseguiu vários objectivos: reforçar a união à esquerda (até apelou a dissidentes para os anular de vez), fragilizar a candidatura de Marcelo R. Sousa e facilitar as mudanças nos partidos da PàF. Ontem disse tudo o que as suas hostes queriam ouvir, nomeadamente que a coligação à esquerda ainda é inconsistente (António Costa ajudou ao (...)

Cavaco Silva indigitou Passos Coelho

22.10.15
      Cavaco Silva usou como argumento a tradição da democracia portuguesa (é um tradicionalista petrificado) indigitou Passos Coelho e passou o "problema" para o parlamento. Até aqui tudo normal. Mas nas suas declarações discriminou o BE e a CDU, excluindo-os da democracia, e afirmou, ao que percebi, que não dará posse a um Governo apoiado pela maioria de esquerda. Sabia-se que o PR entende o seu exercício como coisa de facção, mas era impensável que terminasse essas (...)