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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Europa com falta de professores

27.02.18
        A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal e no regresso dos professores titulares. Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. (...)

Os nossos jovens são os campeões da ansiedade na OCDE

14.02.18
      Estamos no 4.0: da indústria à política e passando pela Europa, com o sublinhado nas pessoas e "no que significa ser humano" ("A Quarta Revolução Industrial" de Klaus Schwab). Apesar da escala global e da complexidade inédita, há um conjunto controlável de mudanças. E o que é preciso mudar, por cá, na educação 4.0? Encontrar questões chave. A OCDE "agendou" a queda do modelo de acesso ao ensino superior. Entre outras conclusões, os nossos jovens são os campeões (...)

"a culpa é dos currículos ou dos professores?", pergunta o Público

06.12.17
        Ainda recentemente, dirigentes partidários e sindicais usaram os bons resultados internacionais dos alunos para defenderem as causas dos professores. E agora? Como é que fazem nos maus resultados? Os professores não precisam de entrar no argumentário demagógico que descredibiliza a política. Conhecem muito bem as percentagens comprovadas do sucesso escolar - não vou repetir em detalhe -: 60% para a sociedade (por defeito, para não eliminar o contraditório), 30% para a (...)

dos topos das carreiras e das mistificações

21.11.17
        Por que é que foi criado um escalão no topo da carreira dos professores (onde ainda ninguém está)? Porque era embaraçoso manter os professores tão longe dos topos de uma boa parte das carreiras da administração pública; e os governos sabem bem disso. E é sempre a mesma coisa: os professores são muitos e ponto final. É evidente que há toda uma inteligência política mediatizada que tenta manter o estado das coisas com duas intenções e uma justificação: (...)

A escola é um funil? Olhe bem para a imagem

11.07.17
      A figura da direita é maior? Não. Se medir, verá que são iguais. A impressão é dominada por uma poderosa, e afunilada, ilusão que explica o processo de selecção que administra a rede pública de escolas e a sociedade. A formação avançada de crianças e jovens, também na ciência, cultura ou desporto, assenta na cooperação em base alargada. Os funis aparecem mais tarde. Os funis precoces também explicam os números de insucesso e abandono escolares. Soube-se, (...)

do cliente escolar à escolaridade obrigatória

02.04.17
      Há escolaridade obrigatória porque as taxas de abandono e insucesso escolares, e de analfabetismo, são elevadas. Se não fosse obrigatória, os números aumentariam: por falta de jeito dos miúdos, por só estarem a gastar dinheiro, porque é no trabalho desde cedo que se aprende ou por serem raparigas (parece que esta variável tende a desaparecer). Ou seja, não há escolha: é obrigatória e muito bem. É um direito, e um dever, constitucional conferido pela rede (...)