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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

retrato

15.06.12
      Não há pior retrato para uma sociedade do que o que indica que não sabe o que fazer com as crianças ou com os idosos. Portugal entrou nesse espiral e vai ser difícil sair.   Quando começam as férias escolares, o impensável entra na ordem do dia: o que fazer com as crianças? Quem diria que chegaríamos a este ponto.   É o sinal mais evidente de que o abandono escolar precoce aumentará e que a natalidade percorrerá o caminho oposto. Enquanto não encararmos de (...)

sem surpresa

04.05.12
    Com uma sociedade ausente na Educação e com as escolas a serem utilizadas como "armazéns" de crianças, não se devem esperar outros resultados. E podíamos ficar aqui o dia todo a elencar as causas que obrigam à venda deste tipo de medicamentos, mas que também terão consequências nas taxas de natalidade e na subida do insucesso e abandono escolares.   Venda de medicamentos para concentração aumentaram 78% em cinco anos (...)

necessidades das crianças?

05.11.11
  Sejamos francos: uma grande parte do mundo ocidental não tem-tempo-nem-vontade-para-educar-os-petizes. A solução é armazená-los. Sabe-se que, para além da subida no consumo de Ritalina, essa decisão provoca o aumento da indisciplina nas escolas e, a prazo, contribui para a baixa da natalidade que é um problema grave para a organização das sociedades.   É interessante observar os eufemismos que se foram utilizando, nomeadamente as denominadas necessidades das crianças. 

pequenos emigrantes do quotidiano

20.07.11
      Li há tempos a expressão que escolhi para título. Bem sei que os tempos estão de feição para os cortes na despesa do estado e que os elos mais frágeis ficam mais à mão. Como também estamos inundados pelos flagelo do desemprego, talvez seja despropositado focar a atenção na qualidade da organização do trabalho.   Mesmo assim, devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para contrariar uma actualidade que nos diz que "(...) temos hoje milhares de pequenos (...)

o que fazer com os petizes?

05.07.11
    A interrogação que coloquei como título parece ser a que a sociedade portuguesa mais repete quando se trata de educar as crianças e jovens. Os últimos anos foram ocupados pelo debate à volta do "armazenamento" de alunos. Quanto mais tempo, melhor para os adultos. A concentração de escolas, e a discussão de escalas organizativas, não pára um segundo para pensar no tempo que as famílias devem dedicar à Educação das crianças e jovens. A nossa sociedade não cuida dos (...)

os tecnológicos nos tempos pós-modernos

01.06.11
      Não sabemos educar os petizes. É uma tragédia antiga e os resultados estão aí. As crianças portuguesas são um incómodo e a discussão anda sempre à volta do seu desgraçado armazenamento; quanto mais tempo melhor e a capacidade de argumentação apenas disfarça as reais intenções.   Em pleno dia mundial da criança, a notícia é surreal: os portugueses desesperam por (...)

não tarda

20.05.11
      Não tarda e antes do teste do pézinho os petizes são sujeitos a um intermédio de matemática. Bem sabemos que as escolas têm de alimentar a estratosfera para que o desemprego não seja praga também aí, mas não se esqueçam que há idades em que a escola-armazém é taxativa: o difícil é sentá-los

amontoar

22.11.10
        Uma das características dos governos deste PS foi amontoar a eito na Educação. Ancorados numa maioria absoluta, abençoados por uma cooperação estratégica e beneficiando dos sorrisos da opinião publicada, os governos do actual chefe do governo deram corpo a um conjunto de políticas que misturaram uma agenda neoconservadora com salpicos (...)

para além da superfície

10.11.10
    Assuma o estado de sítio o desenho mais variado, é seguro que começa quase sempre pelo emboprecimento que atinge os mais frágeis. Se há fome nas crianças é porque estamos a um passo da hecatombe social.   Por mais alertas que se fizessem, a sociedade portuguesa teimou em armazenar na escola as suas crianças e ausentou-se da sua Educação. Não há nada melhor que uma escola possa oferecer a uma família ausente do que um tutor. Para a sociedade sem escola é uma (...)