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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a esquerda e a psiquiatria

07.07.13
          A esquerda inebriou-se com o facilitismo do "tudo deve obedecer à lógica de mercado" menos os monopólios que garantem poder ilimitado às oligarquias que gravitam na esfera dos governos e deixou-se seduzir por ideias meritocráticas do género SIADAP que deixaram o seu lado do combate político refém da desmobilização, da anti-cooperação e da incapacidade para apontar caminhos alternativos.   A democracia dá trabalho e a esquerda seguiu o trajecto mais imediato, (...)

dos equívocos e do racionalismo

21.04.13
        A última semana ficou marcada pelo inacreditável erro em Excel que já empurrou milhões de pessoas para o desemprego. A tese, de 2010, que afirmava que acima dos 90% de dívida pública a recessão económica seria "irrefutável" prevaleceu como modelo matemático único e em Portugal também.   Sem sequer trazer para a discussão o espectro da corrupção que parece dominar o mundo financeiro, podemos considerar uma espécie de confronto entre racionalistas e empiristas.   (...)

a austeridade à esquerda

13.03.13
        A última vez que a esquerda governou em Portugal escolheu o sistema escolar para aplicar uma mistura de ultraliberalismo com a férrea burocracia do controle maoista ou chavista. Foi um último suspiro de uma terceira via que se encantou com os palácios das oligarquias e respectivas benesses ilimitadas. Cortar nesses verdadeiros privilégios, nas gorduras, portanto, era desnecessário: os tais amendoins com que os fanáticos do empobrecimento em curso também designam as (...)

para além do discurso

19.02.13
        Obama vai dando sinais de que o segundo mandato não ficará marcado apenas pela importante defesa dos direitos das minorias. Ao contrário da esquerda europeia-terceira-via-que-se-fascinou-com-o-ultraliberalismo-e-com-o-brilho-dos-salões-oligárquicos, o presidente dos EUA consegue remar contra a maré.   O Público, no último Domingo, faz um resumo acertado do que está em causa. O ultraliberalismo do Estado mínimo não é o fim da história e o desrespeito por quem (...)

beatriz talegón

12.02.13
        Beatriz Talegón é secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas. O vídeo que escolhi é sobre a sua intervenção na reunião da Internacional Socialista em Cascais (a jovem chocou-se com os gastos sumptuosos da organização) e parece que se tornou viral nas redes sociais. É mais um sinal de que tudo pode acontecer, uma vez que as vozes dissonantes já se fazem ouvir no seio das oligarquias das benesses ilimitadas.    "Não nos querem escutar", disse a jovem, considerando que "a esquerda está agora ao serviço das elites, dança com o capitalismo, é burocrática". (...)

regresso ao passado?!

03.02.13
          A comunicação social vai dizendo que a disputa no PS anda à volta da trágica herança dos governos chefiados por Sócrates. Como há muitos socráticos, mesmo que com disfarces de última hora, o jogo de sombras baralha as impressões. Há cenários diversos, mentes a fervilhar e riscos de ingovernabilidade.   O surgimento desta crise terá alguma relação com os 4 mil milhões da refundação? Quem está mais próximo da maioria que governa? São muitas as (...)

naturalmente

17.03.11
    Se o ainda primeiro-ministro é o único candidato nas internas do PS, é natural que o também ganancioso PSD vença as próximas eleições legislativas. Naturalmente, o meu voto não irá para qualquer dos beligerantes imobiliários. Será um em não sei quantos milhões.   Quantifico de forma imprecisa o número de portugueses e receio que depois do dia 21 de Março o continuarei a fazer. O Censos 2011 apela a essa data para o recenseamento na rede e desconfio que a coisa (...)

quando se fala de esquerda

26.01.11
      Fala-se ainda deste PS. Se nos centrarmos no propalado topo da agenda de um país, a Educação, temos de concluir o seguinte quando vemos o anúncio eucaliptal da recandidatura partidária do actual chefe do governo: tirando um ou outro tique, as alternativas do PS não estão seguras de que teriam feito diferente.   É esse o sublinhado do desastre. E por que é que não faziam diferente? Porque não sabem, porque são da mesma escola de eduquês, de má burocracia e de amendoins (...)